Cinco substituições por jogo? Entenda a mudança nas trocas aprovada pela Fifa

Última atualização

A International Football Association Board (IFAB), órgão que regulamenta as regras do futebol, concordou em fazer uma emenda temporária às leis do jogo com base em uma proposta recebida da FIFA para proteger o bem-estar dos jogadores. A medida, que a princípio se estenderia até o final de 2020, foi prorrogada para valer até o final de 2022 - abrangendo, assim, a Copa do Mundo do Qatar.

Futebol ao vivo ou quando quiser? Clique aqui e teste o DAZN grátis por um mês!

A IFAB aprovou a proposta para o retorno do futebol após a paralisação adotada em grande parte do mundo em 2020, no começo da pandemia de Covid-19. A intenção era que, neste momento de volta e readaptação, fosse possível diminuir o desgaste físico e risco de lesões aos jogadores, que teriam um calendário mais apertado.

A emenda feita na "lei 3" do futebol, a princípio, valeria até o final de 2020, e estaria a critério de cada competição adotá-la ou não. Posteriormente, foi prorrogada até o final da temporada 2020/21. 

No entanto, com o futebol ainda sofrendo efeitos da pandemia, a Fifa e a IFAB decidiram por aumentar o prazo de validade da medida para até 31 de dezembro de 2022, de forma que vai seguir em vigor durante a Copa do Mundo do Qatar, a ser realizada entre novembro e dezembro de 2022.

Como funciona a regra das cinco substituições?

Com a medida adotada pela Fifa e pela IFAB, ao invés de três substituições no tempo normal, cada time pode mudar até cinco peças durante o jogo. Para não prejudicar o andamento das partidas e não reduzir o tempo de bola rolando com mais interrupções, porém, cada equipe continuará tendo apenas três paradas para realizar a troca de jogadores. As alterações também poderão ser feitas após o intervalo entre o primeiro e o segundo tempo. 

Dentro destas cinco substituições não está incluída a troca extra permitida em caso de prorrogação na partida decisiva. Ou seja, caso um jogo precise de mais dois tempos de 15 minutos para ser decidido, cada equipe passa a ter mais uma substituição, aumentando o número total para seis mudanças possíveis em cada time em casos como este. 

Apesar de ter sido prorrogada pelos órgãos reguladores do futebol, a medida é polêmica. Muitos defendem que cinco mudanças beneficiam os times grandes, com elencos mais completos, além de ter impacto direto em cada jogo, já que metade dos jogadores de linha pode ser trocada.