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Lucas Pratto Atlético-MG Flamengo Brasileirão 20092015Bruno Cantini/Atlético-MG/Divulgação

Atlético-MG tenta ao menos 50% de desconto em dívidas com agentes e atletas

A venda do restante do shopping Diamond Mall, avaliada entre R$ 300 milhões e R$ 330 milhões, ainda não aconteceu — o clube negocia com a Multiplan, empresa que administra centros comerciais ao redor do Brasil. A diretoria do Atlético-MG, contudo, aproveita que o negócio já recebeu aprovação do Conselho Deliberativo e estuda uma forma de usar o dinheiro para quitar pendências financeiras. Agentes de futebol e jogadores que passaram pelo clube foram procurados com o intuito de conversar sobre o débito.

A cúpula tenta ao menos 50% de desconto com pagamento à vista nas pendências financeiras, conforme apurado pela GOAL. O empresário André Cury foi um dos procurados para conversar sobre a situação. O Galo propôs pagar a dívida, que já supera a casa dos R$ 60 milhões. O valor, pago com o dinheiro da venda de 49,9% do shopping, seria reduzido pela metade.

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O intermediário recusou a proposta feita pelo clube e se disponibilizou a receber o valor de forma integral em suaves prestações — seria concedido até um período de carência. As tratativas congelaram desde então, e a diretoria do Atlético não fez uma contraproposta para chegar a um acordo com o agente de futebol.

Outros agentes foram procurados para negociar, mesmo que tenham valores menores para receber do clube. Foi adotado o mesmo modelo com outros credores. Vários agentes e atletas receberam contatos para conversar sobre um desconto no pagamento do débito.

A principal dívida do Atlético-MG, dentre os agentes, é a contraída com André Cury. O débito tem pendências de 2012 até 2021, passando por diversas gestões. Ele atuou como representante de atletas e intermediários de algumas tratativas na Cidade do Galo. Veja, abaixo, os casos:

Luan

Luan Atlético-MGBruno Cantini/Atlético-MG

O atacante foi contratado em 2012 pelo clube. À época, André Cury foi o responsável por intermediar o negócio. Ele representou os mineiros nas tratativas com a Ponte Preta e o estafe de Luan. O empresário costurou a sua contratação e deveria receber uma comissão do clube, que nunca desembolsou o montante completo, apenas uma parte.

Em maio de 2015, o agente foi procurado pelo clube para renovar o seu compromisso. O diretor de futebol à época, Eduardo Maluf, foi o responsável pela negociação ao lado do intermediário. Em 2018, André Cury participou de nova renovação do jogador. Desta vez, o chefe do departamento de futebol do clube era Alexandre Gallo. Ele se reuniu com o empresário em 21 de maio daquele ano para costurar a sua permanência.

Além da comissão pela contratação do atleta, o Atlético-MG deve os valores das duas renovações de Luan, hoje no Goiás, ao agente André Cury.

Guilherme Arana

Arana, Atlético-MG x Sport Recife, Brasileirão, 18092021Getty Images

O empresário foi o responsável por costurar a contratação de Guilherme Arana com o Sevilla, da Espanha. Ele se reuniu com os dirigentes do clube espanhol a fim de chegar a um acordo pelo lateral esquerdo.

Lucas Pratto, Douglas Santos e Emerson

Alguns jogadores com destaque no Atlético-MG e que renderam uma quantia em dinheiro aos cofres do clube são motivos de discussões de André Cury na CNRD. Negociações que envolveram o atacante Lucas Pratto, o lateral esquerdo Douglas Santos e o lateral direito Emerson tiveram o agente como intermediário, mas o clube não pagou os valores devidos pelas transações.

Frickson Erazo

Erazo Atlético-MGBruno Cantini/Atlético-MG

André Cury foi o responsável por intermediar a contratação do zagueiro equatoriano Frickson Erazo em 2016. Por essa aquisição ficou acordado que o Galo pagaria ao empresário US$ 272 mil em duas parcelas, uma de US$ 150 mil [em 17/04/2016] e outra de US$ 122 mil [em 01/06/2016]. No entanto, de acordo com o processo, faltou a quitação de US$ 77 mil.

Mansur

André Cury cobra também um valor elevado por causa de Mansur por causa dos serviços de agenciamento e comissionamento na negociação com o lateral esquerdo. O acordo inicial era de R$ 3,1 milhões.

Desse valor, de acordo com o que está escrito na petição, o clube alvinegro pagou apenas a primeira parcela no valor de R$ 750 mil, ficando pendentes R$ 2.350.000,00. Ficaram sem quitação uma parcela de R$ 750 mil [vencida em 15 de agosto de 2016], duas parcelas de R$ 300 mil [vencidas em 15 de dezembro de 2016 e 15 de dezembro de 2017], e outras duas parcelas de R$ 500 mil [que venceram em 15 de fevereiro de 2017 e 15 de agosto de 2017].

Outros débitos

Rafael DudamelOmar Torres / AFP

O histórico da dívida do Atlético-MG com André Cury ainda envolve outros jogadores e um treinador. Os mineiros não o pagaram pelas contratações do lateral direito Marcos Rocha, os meias Vina, Rómulo Otero, Rosinei, José Welison, Dylan Borrero e David Terans e os atacantes Eduardo Vargas, Maicosuel, Lenadrinho, Franco Di Santo e Denilson. Ainda há um débito pelo negócio envolvendo a chegada do téncico Rafael Dudamel.

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