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Agora dirigente, Juninho Pernambucano aumenta idolatria no Lyon

Considerado um dos maiores jogadores da história do Lyon, Juninho Pernambucano está sendo capaz de aumentar a sua idolatria no clube francês, agora como dirigente. O ex-meia assumiu como diretor de futebol no início da temporada e, de forma surpreendente, vê a equipe a dois triunfos de um inédito título europeu.

Juninho era uma esperança de o Lyon ensaiar uma retomada dos velhos tempos em que reinou hegemônico na França e subiu de patamar na Europa. O brasileiro atuou pelo clube entre 2001 e 2009 e colecionou sete títulos franceses seguidos (2002 e 2008). Detalhe: o time jamais havia sido campeão antes disso.

Dez anos depois da despedida, o ex-meia voltava ao Lyon como dirigente. Na chegada, ganhou um mosaico da torcida que não se esquece de quem anotou 100 gols e vestiu a camisa do time em 343 oportunidades.

O começo de trabalho ficou aquém do esperado. Mas decisões de Juninho foram chave para a mudança de cenário. A primeira foi a demissão do compatriota Sylvinho após apenas 11 jogos, algo incomum na Europa. O francês Rudi Garcia assumiu a vaga e aos poucos foi encontrando um time ideal.

A segunda foi a contratação de Bruno Guimarães por 20 milhões de euros em janeiro. O Lyon venceu grande concorrência para fechar com o brasileiro que vinha se destacando pelo Athletico. E isso, como disse o próprio atleta, foi graças a Juninho.

“Juninho me falou que vai me fazer o melhor volante do mundo. Acreditei muito nas palavras dele. Sempre foi muito sincero comigo, jogou aberto. Acho que 90% da minha ida para lá é graças a ele, que me ofereceu um projeto de carreira bacana", declarou Bruno, que não precisou de muito tempo para se tornar titular absoluto da equipe.

O Lyon vinha em ascensão, mas veio a pandemia. A Ligue 1, entre as principais ligas europeias, foi a única a decidir encerrar o torneio. Isso foi péssimo para o Lyon, um dos clubes que mais criticaram a decisão. Sétimo colocado (sendo que ainda faltavam dez rodadas), o clube ficou sem vaga na Champions League e na Liga Europa.

Mesmo assim, a retomada do futebol foi positiva. No primeiro desafio, já um bom sinal. A equipe segurou um 0 a 0 contra o badalado PSG na final da Copa da Liga Francesa no dia 31 de julho, só sendo derrotada nos pênaltis.

Restava apenas a Liga dos Campeões - o time francês era azarão mesmo tendo vencido a Juventus no jogo de ida das oitavas de final por 1 a 0. Mas não só a Velha Senhora de Cristiano Ronaldo e companhia ficou pelo caminho (derrota por 2 a 1 em Turim, mas classificação pelo gol marcado fora de casa) como também o Manchester City. Neste sábado, o Lyon de Rudi Garcia despachou o favorito time de Pep Guardiola por 3 a 1.

Das arquibancadas, Juninho vê o clube do qual é ídolo fazendo história novamente - e ele tem participação nisso. Esta é apenas a segunda vez que o Lyon alcança a semifinal da Champions - a primeira foi em 2010, já sem o brasileiro em campo.

O adversário na semi, coincidentemente, será o mesmo que há dez anos: o Bayern de Munique, que naquela edição avançou com um triunfo de 4 a 0 no placar agregado. Juninho sabe que os alemães são favoritos novamente (ainda mais depois de um 8 a 2 sobre o Barcelona). Mas está confiante.

"Esse é o Lyon! O grupo tem sido incrível desde que voltou. Tenho uma grande ideia para os torcedores: devemos comemorar isso respeitando as restrições à pandemia. Conseguimos algo grande, mas ainda não acabou", afirmou após a vitória sobre o City. 

"Joguei nesta competição durante oito anos e nunca consegui o que estes jogadores fizeram. É enorme! Devemos continuar assim na quarta-feira (data do jogo contra o Bayern)", completou o brasileiro. Pode apostar que o pedido do ídolo é uma ordem para os jogadores do Lyon. 

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