Wellington Nem deixou o Fluminense em uma quinta-feira, e foi reapresentado como reforço do Tricolor Carioca nesta sexta (19). Mas entre os seis anos que separam aquela despedida, em 2013, para o reencontro, agora em 2019, muita coisa aconteceu: com o meia-atacante e com o próprio Flu.
Eleito revelação do Campeonato Brasileiro em 2011, foi no ano seguinte que Nem faria a sua temporada de maior destaque. Depois de fazer uma boa Libertadores, foi um dos principais nomes no caminho do título brasileiro do Flu em 2012 – o último de um clube carioca. O bom desempenho, inclusive, lhe rendeu três convocações para a seleção brasileira então comandada por Mano Menezes.
Jogador de velocidade especialmente pela ponta esquerda, Wellington atraía olhares de clubes como Juventus e Napoli. Entretanto, em 6 de junho de 2013, acertou contrato de cinco temporadas com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Dentre as últimas palavras registradas em sua despedida das Laranjeiras, após 67 jogos, 16 gols e dois títulos conquistados [além do Brasileirão, também em 2012 levantou o estadual], o tricolor de coração já reconhecia: “bate uma saudade”.
Passagem pelo Shakhtar
Nem tem contrato com o Shakhtar até 2021 (Foto: Getty Images)
Os ucranianos gastaram 9 milhões de euros para tirar Nem do Fluminense. Do Leste Europeu, não alçou voos maiores para os principais centros do Velho Continente. Como temia, perdeu o pouco espaço que vinha adquirindo na seleção brasileira e, de longe, ainda via o seu querido Fluminense deixar bons tempos de glórias para começar a se afundar em crises. Naquele mesmo 2013 que marcou a sua saída, por exemplo, o clube terminou o Brasileirão rebaixado – e só não jogou a Série B em 2014 por causa do escândalo envolvendo a Portuguesa, que alterou a tabela final meses depois.
No São Paulo, mais lesões do que gols
Rubens Chiri / saopaulofc.net(Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)
Em 2017, conseguiu retornar para o futebol brasileiro. O destino, ao contrário dos discursos anteriores de que em seu país defenderia apenas o Fluminense, foi o São Paulo, onde foi anunciado como um dos grandes reforços para aquela temporada, pouco jogou. Em um ano, fez apenas um gol e sofreu com lesões: foram cinco.
Adutor na coxa, joelho esquerdo, lombalgia e problema no ombro. A lesão com maior gravidade, entretanto, foi no joelho direito: rompimento no ligamento cruzado, operação e fim prematuro de temporada durante uma vitória por 4 a 3 sobre o Botafogo. Wellington Nem deixou o São Paulo sem ter dado nenhuma assistência.
Despedida (temporária?) da Ucrânia
Getty Images(Foto: Getty Images)
Na temporada 2018-19, a sua última pelo Shakhtar, seguiu sem ter a posição de titular garantida: começou jogando 16 vezes em um total de 21 encontros, somando três gols e duas assistências. Conquistou um total de sete títulos, sendo dois campeonatos, três copas e duas supercopas em sua passagem.
Reencontro com o Flu: “Não tem alegria maior”
Depois de muito insistir, Wellington Nem enfim conseguiu retornar para o Fluminense. Por empréstimo até o final de 2019 – seu contrato com o Shakhtar é válido agora até 2021. Em sua apresentação, nesta sexta-feira (19), mais forte e livre de lesões graves desde a temporada passada, revelou que nunca foi realmente feliz na Ucrânia e, com um sorriso aberto, disse que “não tem alegria maior” do que voltar a defender profissionalmente o clube que ama.
“O amor pelo clube é a minha maior motivação. Sou tricolor desde pequeno. Fui para a Europa com pensamento de estar aqui. Quando tive a proposta para ir para o Shakhtar, eu não queria. Chorei muito antes do jogo contra o Criciúma. Voltar é o amor pelo clube”, afirmou.
Muito se passou desde 2013. O Fluminense não vem mais lutando pelos maiores títulos, mas ganha razões para acreditar em dias um pouco melhores com o retorno de Wellington Nem. O jogador, que fez no Tricolor Carioca o maior número de gols em sua carreira, também.
