Treinador estrangeiro tem sido artigo comum em praticamente todo o mundo, e no Brasil particularmente foi um tema muito abordado graças ao enorme sucesso dos Jorges Jesus, português que colocou seu nome na história do Flamengo, e Sampaoli, argentino que fez grande trabalho no Santos.
Mas a vida não foi nada fácil para os brasileiros que cruzaram o oceano atlântico para comandarem alguns dos times mais tradicionais da Europa.
Na verdade, a campanha começou apenas com um brasileiro no comando de um time das cinco principais ligas europeias*. Sylvinho começou a temporada no Lyon e não teve sucesso na equipe francesa: disputou apenas 11 jogos e perdeu mais do que ganhou (4 derrotas, 4 empates e 3 vitórias), fazendo a pior campanha do clube em 24 anos. Foi demitido no início de outubro.
Tiago Motta, ex-volante que fez praticamente toda a sua vitoriosa carreira como jogador na Europa, assumiu o comando do Genoa no final de outubro e, ainda que tivesse à sua disposição opções piores às de Sylvinho, foi demitido do clube italiano na última sexta-feira (27) com um retrospecto ainda pior: em 10 jogos perdeu 5, empatou 3 e venceu apenas 2.
Foi o final, ao menos até este momento, da curta e nada boa experiência de treinadores brasileiros nesta temporada de futebol europeu.
