Com a iminente venda de Matheus Cunha para o Atlético de Madrid, o Hertha Berlin procurou o Basel a fim de contratar outro brasileiro para o setor ofensivo. Arthur Cabral, que teve passagens por Ceará e Palmeiras, é quem surge como alternativa para a lacuna que será deixada pelo compatriota.
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A diretoria alemã entrou em contato com a cúpula suíça e iniciou as tratativas no mercado da bola. O estafe do jogador, liderado por Paulo Pitombeira e Luiz Portela, foi notificado nesta segunda-feira (23) que há conversas em curso sobre a situação do jovem. A dupla aguarda a evolução das conversas para entrar em cena e discutir questões contratuais de Cabral no futebol alemão.
O Basel pede 15 milhões de euros (R$ 94,8 milhões na cotação atual) à vista pela liberação do atacante de 23 anos, conforme antecipado pela Goal. O valor, contudo, é visto como elevado pelos alemães, que tentam negociar um montante inferior após a venda de Matheus Cunha para o Atlético de Madrid por 30 milhões de euros (R$ 189,7 milhões).
Antes da procura do Hertha Berlin por Arthur Cabral, outros três clubes demonstraram interesse pelo jogador de 23 anos. Leverkusen e PSV se dispuseram a pagar 10 milhões de euros (R$ 63,2 milhões) pelo atleta, mas não convenceram o Basel a reduzir a pedida. A Fiorentina propôs 10 milhões de euros como taxa fixa de transferência mais 5 milhões de euros (R$ 31,6 milhões) como bônus. A investida também não agradou os suíços.
Comprado por 4,4 milhões de euros (R$ 26,7 milhões à época), o atleta de 23 anos assinou contrato até junho de 2023. Os valores de sua aquisição foram divididos em quatro parcelas semestrais e idênticas. As três primeiras já foram quitadas, em julho de 2020, janeiro de 2021 e julho de 2021. A última está prevista para dezembro deste ano.
Briga nos bastidores

Arthur Cabral defendeu Ceará e Palmeiras no Brasil (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)
O percentual de Arthur Cabral causa discussão nos bastidores. À época, o combinado era a venda de 70% dos direitos econômicos do jogador por 4,4 milhões de euros. Desta forma, o Palmeiras manteria 15%, e o Ceará teria um percentual idêntico.
Entretanto, o Palmeiras alega que foi negociada a totalidade dos direitos econômicos, com os paulistas mantendo 30% da mais-valia sobre uma eventual transferência do atacante.
O Ceará contesta a situação do Palmeiras e aguarda a negociação de uma futura transação para cobrar o antigo parceiro sobre o caso. Ainda não há decisão a respeito do que será feito.
