O Atlético de Madrid perdeu Griezmann, que de forma polêmica decidiu vestir a camisa do Barcelona, e viu ícones de um período vitorioso – como Juanfran, Godín e Filipe Luís – se despedirem. Mas também agiu forte no mercado de transferências, gastando mais de 200 milhões de euros em reforços, e chega na reta final de sua pré-temporada com resultados impressionantes, daqueles que aumentam a expectativa para o que pode vir ao longo da temporada oficial.
A goleada por 7 a 3 sobre o arquirrival Real Madrid, e a vitória por 3 a 0, com direito a belas exibições do jovem português João Félix, de quem se espera muito apesar da pouca idade, alimentam este otimismo. Entretanto, o técnico Diego Simeone não quer saber da mínima chance de ver um clima de ‘oba-oba’ e garante: apenas no final da temporada, na metade de 2020, será possível analisar esta nova versão do Atlético de Madrid.
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“Não é justo falar de um elenco que não começou a competir. Pensamos no agora, em melhorar no treinamento, nos jogos, cada um competindo em sua função e, quando terminar o ano, vai dar para dizer se este é ou não o melhor elenco. Não se ganha apenas com nomes. Se ganha com jogo, e com jogadores que interpretem o que a equipe precisa”, disse o treinador argentino em entrevista realizada no México, onde o Atleti enfrenta o Atlético de San Luís, em mais um amistoso preparatório.
“Nós sofremos sempre”, destacou Simeone, ao responder se o clube enfrenta menores dificuldades esportivas na comparação com anos anteriores. “Não deixamos de sofrer, por mais que queiramos vencer. Competir contra poderosos, contra Real Madrid e Barcelona, os melhores do mundo, não é simples. Ter terminado em segundo [na La Liga passada] nos dá a possibilidade de competir com eles”, finalizou.
Técnico mais vitorioso na história colchonera, Simeone vai entrar em sua nona temporada sob o comando do clube onde, décadas atrás, também foi ídolo como jogador.


