Santos x Fluminense ou Sampaoli x Diniz? Estilos ofensivos e diferentes

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Getty/Fluminense/Goal
Treinadores têm sido elogiados pelo futebol praticado por seus times em 2019, embora alguns aspectos os tornem peculiares

Santos e Fluminense se encaram pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro nesta quinta-feira (2), às 19h15 (de Brasília). Apesar de o jogo da Vila Belmiro obviamente não ser decisivo, vale muito para as pretensões dos dois times na competição. E isso graças aos treinadores que os comandam.

Jorge Sampaoli e Fernando Diniz têm atraído atenção ao futebol demonstrado por seus jogadores. Ambos possuem número semelhante de partidas oficiais no comando dos times (25 para o argentino e 23 para o brasileiro) e, em termos de desempenho, desenvolvem trabalhos positivos. São 14 vitórias, cinco empates e seis derrotas para o santista e 12 triunfos, seis igualdades e seis resultados negativos para o comandante do Tricolor do Rio.

Mas, o que faz os dois times funcionarem bem? Confira os detalhes a seguir.


SANTOS DE SAMPAOLI: PASSES RÁPIDOS E EXPANSÃO DO CAMPO


Jorge Sampaoli Grêmio Santos Brasileirão 28042019
(Foto: Getty Images)

A equipe treinada por Sampaoli normalmente é focada em propor as ações ofensivas durante seus jogos. Isso tem sido uma tônica ao longo do ano e, não à toa, os números indicam esse aspecto.

Com uma média de 1,72 gol por jogo (43 gols em 25 partidas), o ataque santista tem demonstrado variação de repertório. Sua grande arma é a troca de passes e o trabalho da posse de bola no campo adversário. Dois exemplos disso são as atuações contra o Bragantino, no fim de janeiro, e contra o Oeste, no início de fevereiro.

Em ambos os confrontos, ficou evidente que a equipe sabe aproveitar as oportunidades e, quando lhe convém, coloca em prática a participação coletiva. A rapidez do time também é um ponto a se destacar. Obviamente, em algumas circunstâncias, como na vitória sobre o Grêmio na abertura do Brasileirão, o esquema tático é adaptado para que a capacidade de suportar a pressão adversária se sobressaia.

A participação dos meias mais abertos e dos laterais é fundamental para que se cumpra o objetivo proposto por Sampaoli. É a chamada amplitude. Victor Ferraz e Felipe Jonatan, os titulares nos flancos direito e esquerdo, respectivamente, no último jogo, são exigidos constantemente ao longo das partidas, seja como elementos de colaboração na transição da parte defensiva ou até como elementos que arrematam as jogadas.


FLUMINENSE DE DINIZ: TRANSIÇÃO CADENCIADA E PARTICIPAÇÃO COLETIVA


Fernando Diniz Fluminense Vasco Taça Guanabara 18 02 2019
(Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC/Divulgação)

Fernando Diniz implantou um estilo de jogo que remete muito ao do santista, mas possui um diferencial importante: a cadência de jogo.

A equipe trabalha a posse de bola com a ideia de que, quanto mais tempo tiver domínio, melhor.

A dupla de zaga, formada por Matheus Ferraz e Nino na abertura do Brasileirão, é importante em termos de distribuir os lances. Contra o Antofagasta, no jogo de ida da primeira fase da Copa Sul-Americana, se percebeu de maneira nítida a semelhança ao trabalho feito por Jorge Sampaoli, com o diferencial da calma na transição.

Diante do Santa Cruz, também no Maracanã, pela Copa do Brasil, a equipe deu outra mostra de como é importante manter o controle de jogo a partir da bola no pé - talvez este seja um dos motivos, também, para a rápida adaptação de Paulo Henrique Ganso como meia de criação na equipe.

Também em oposição ao adversário, Diniz tem opções da posição para ocupar a grande área como camisa 9. Yony González não só serve como foco para finalizações de jogadas, como quando espera a chegada de outros jogadores pelos lados do campo, principalmente Everaldo, outro destaque do time nesse início de ano.


BRASILEIRÃO: OS NÚMEROS DE SANTOS E FLUMINENSE


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