Rogério Ceni vive o seu melhor momento desde que decidiu investir de vez na carreira de treinador. Campeão da Série B com o Fortaleza, o ex-goleiro atrai olhares de algumas das maiores potências do futebol brasileiro, e como é o maior ídolo da história são-paulina o seu nome volta e meia é especulado no Morumbi – ainda mais após a demissão de Diego Aguirre.
Entretanto, ainda que garanta não ter mágoas em relação ao que aconteceu em 2017, quando foi alçado ao comando técnico do clube e teve apenas o primeiro semestre até ser demitido, Ceni crê ainda ser cedo para um retorno ao Morumbi.
"Eu agradeço a oportunidade de iniciar a nova carreira. Tenho muitos amigos no São Paulo. Valeu como experiência de vida, não posso esconder o meu carinho eterno pelo clube. Quem sabe um dia, depois de 2020, a gente volta a trabalhar. Nesse momento, não é a hora de voltar ao São Paulo. É continuar uma nova carreira. Eu não aceitaria um convite vindo dele", afirmou em entrevista ao Fox Sports na qual também explicou por que o trabalho acabou não rendendo o esperado.
Ceni, no breve período como técnico do São Paulo (Foto: Divulgação/São Paulo)
"Por que não deu certo? Perdemos jogadores de velocidade, Nem, Luiz Araújo, Neres. Não há mágica no futebol, lógico que tudo é um sistema, mas quando você perde jogadores como Thiago Mendes, preciso da velocidade. Aí fica difícil. Tinha um grupo de trabalho muito jovem. O que era possível, tentamos fazer. Fiz o meu melhor e me deixa com a consciência tranquila".
TREINAR UM ANTIGO RIVAL?
Alexandre Schneider/Getty Images(Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)
Uma das perguntas respondidas por Rogério Ceni foi sobre a possibilidade de treinar Corinthians ou Palmeiras, arquirrivais na época em que o paranaense de Pato Branco brilhava com defesas e gols marcados pelo São Paulo.
“Tenho o maior respeito ao Corinthians e Palmeiras, só que existe uma história muito grande com o São Paulo. Nesse momento, é preciso respeitar esse tempo e essa história”, explicou.
