Reunião sobre greve no Cruzeiro aumenta desgaste entre presidente e elenco

Bruno Haddad/Cruzeiro/Divulgação

O presidente Sérgio Santos Rodrigues fez uma reunião com jogadores do Cruzeiro na tarde dessa sexta-feira (15) a fim de justificar os atrasos salariais recorrentes no clube. O encontro com o mandatário, no entanto, só piorou a já desgastada relação entre o dirigente e o elenco comandado por Vanderlei Luxemburgo.

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Em uma conversa a portas fechadas na Toca da Raposa II, o dirigente tentou explicar por que não conseguiu manter as contas em dia no departamento de futebol – há atrasos de até seis meses no pagamento de atletas e colaboradores – e ainda pediu para que os atletas retomassem as atividades neste domingo (17), já que há uma paralisação de treinos desde a última quinta-feira (14).

Sem citar um prazo para solucionar as pendências financeiras, o dirigente não obteve resposta positiva do elenco sobre a volta aos trabalhos já no fim de semana. O grupo aguarda uma posição referente aos pagamentos para selar o retorno aos exercícios com a comissão técnica de Vanderlei Luxemburgo.

Sérgio Santos Rodrigues, presidente do Cruzeiro - 2020
Presidente Sérgio Santos Rodrigues sofre com descrédito nos bastidores do Cruzeiro (Foto: Reprodução/Instagram) 

A falta de uma previsão para os pagamentos ao grupo ocorreu porque o presidente não conseguiu convencer três investidores a emprestar R$ 30 milhões ao clube, sendo R$ 9 milhões para quitar atrasados e mais R$ 21 milhões para pagar a folha salarial até dezembro deste ano, incluindo o 13º salário.

A Goal conversou com um dos três investidores que esteve na reunião com Sérgio Santos Rodrigues e confirmou que o trio estuda uma forma legal de pagar a folha salarial do departamento de futebol entre setembro e dezembro de 2021. O valor do período é de cerca de R$ 13 milhões – R$ 2,6 milhões por mês – e compreende o time profissional e as divisões de base.

A falta de credibilidade do mandatário no vestiário é a mesma com os empresários parceiros que ajudaram o clube no decorrer da temporada. O grupo se nega a entregar o dinheiro ao gestor e tenta viabilizar uma maneira legal de pagar o valor diretamente ao departamento de futebol.