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Premiado com NXGN, Kaiky sonha com Europa mas se declara ao Santos

10:00 BRT 24/03/2022
Kaiky Santos NXGN 2022
O zagueiro foi um dos brasileiros incluídos na lista de melhores jogadores jovens de 2022

Kaiky é um raio diferente no Santos. Ao mesmo tempo em que é mais um grande talento revelado pelas categorias de base do clube, como tantos outros, diferente de nomes mais famosos – como Pelé, Neymar ou Rodrygo – estamos falando de um zagueiro. Um zagueiro de muita habilidade, diga-se de passagem.

Titular no Peixe desde 2021, o defensor entrou para história naquela temporada ao se transformar no jogador mais jovem do Santos a marcar um gol na Libertadores (contra o Deportivo Lara), superando a marca estipulada anteriormente por Rodrygo. O talento foi reconhecido: Kaiky é um dos brasileiros incluídos na lista de 50 nomes do NXGN 2022, principal premiação do mundo direcionada a jovens promessas do futebol.

E em conversa exclusiva com a GOAL, Kaiky falou um pouco sobre sua carreira e as aspirações para o futuro. Confira abaixo!

Qual é a sensação de ser um dos jogadores incluídos no prêmio NXGN 2022?

“Sensação de orgulho e muita gratidão também, a gente saber que nosso trabalho está sendo reconhecido não só no Brasil, mas lá fora também. Então agradeço muito por este prêmio. A gente fica sempre na esperança né? E graças a deus veio o meu prêmio, tenho muito a agradecer então estou muito feliz”.

Quando soube que ia receber o prêmio, contou primeiro para quem?

“A primeira vez, quando recebi a notícia de que ia receber este prêmio, eu fiquei muito feliz, muito contente. E as primeiras pessoas com quem conversei foram meus pais, claro. Falei sobre a possibilidade de receber o prêmio, de estar na lista, então eles ficaram muito felizes, muito orgulhosos, foi uma felicidade muito grande da família”.

Como você consegue, mesmo tão jovem, ser tão calmo em campo?

“Eu sempre joguei um ano a mais (de sua categoria), então isso me ajudou demais a chegar no profissional, a ter essa maturidade para jogar dentro de campo. Eu sabia que no profissional seria diferente da base, mas na minha chegada os treinadores foram me ajudando muito no meu jogo. E meu jogo é esse. O meu jogo sempre foi, desde a base, calmo, de tranquilidade com a bola. Com a seleção e com o Santos eu procurava armar as jogadas para o ataque. Então isso me ajudou bastante na chegada ao profissional”.

“Eu me considero um jogador bem técnico, que é minha principal característica, e eu procuro manter sempre isso nos treinamentos. Treinando forte, consolidando essa minha técnica e aperfeiçoando cada vez mais”.

Como virou zagueiro?

“Logo quando eu comecei, o meu primeiro pensamento era ser volante. Eu gostava muito da posição, até pelos meus técnicos falarem que eu tenho visão de jogo e tal. Então minha primeira posição, que eu quis jogar, foi volante, mas acabou não dando certo, também porque o treinador da época precisava muito de zagueiro".

"Então tive que improvisar ali e acabei gostando da posição. Acabei virando zagueiro, gostei da posição ali, de enxergar o jogo de frente também. E fui gostando cada vez mais, com o passar do tempo, da posição e acabei ficando por ali mesmo”.

Apesar de Neymar ser um ídolo, sua principal referência é mesmo o Marquinhos?

“Hoje, atualmente, minha referência, o cara que eu me inspiro muito, até pelo jeito de jogar, que eu acho muito parecido (com o seu) e o pessoal fala que é muito parecido também, é o Marquinhos. Sem dúvidas, é um jogador que eu admiro bastante, sempre, quando dá, assisto aos jogos dele para aprender muito. É um jogador que eu sou fã e desejo todo o sucesso do mundo para ele, cada vez mais”.

Importância seleção de base

“Sensação indescritível, ali quando a gente pega, que nem no Campeonato Sul-Americano, e vê a amarelinha ali, ainda mais com a braçadeira... é um sentimento inexplicável. É uma coisa que eu não sei explicar em palavras mesmo, é um orgulho muito grande. E chegar à seleção brasileira foi uma coisa muito grande para minha carreira”.

Gol de pênalti, que deu o título no Sul-Americano ao Brasil, ou o gol na Libertadores – que fez de Kaiky o mais jovem a marcar pelo Santos na história do torneio?

“Se fosse para escolher dois momentos, com certeza foram esses. Foram momentos muito importantes para a minha carreira (...) Tendo que escolher, escolheria, claro, o gol na Libertadores. A gente sabe que seleção é muito importante, representar nosso país, mas sou torcedor do Santos desde pequeno. Então fazer um gol ali na Libertadores, pela idade que foi, tendo essa marca histórica também, realmente quando eu deito ali no travesseiro é difícil esquecer aquele momento”.

Projeções para o futuro

“Não tem como não falar né? Que todo jogador sonha com seleção brasileira, com Europa? Claro que sonha, desde pequeno. Mas é meu segundo ano aqui no Santos como profissional. Penso em jogar muitos anos por aqui ainda, a paixão que tenho por esse clube, a gratidão também, mas só Deus sabe do meu futuro né? A gente sabe que as coisas acontecem muito rapidamente no futebol. Sonho sim em um dia jogar na Europa, mas no momento o meu pensamento é totalmente aqui”.

Amor pelo Santos

“Quem passou esse fanatismo pelo Santos foi o meu pai. Ele sempre foi um santista fanático. E isso passos pra mim desde pequeno. Quando eu era bebê ele já me vestia de roupa do Santos, então isso foi criando um amor pelo clube. Sempre frequentei também os estádios (...) Eu era torcedor de ficar de joelhos no chão, quando era pênalti, chorava pelo clube... então estar aqui, agora, no clube que eu amo, dá uma sensação muito grande de gratidão também”.

Título que mais comemorou como torcedor do Santos

“Com certeza foi o de 2011, a Libertadores, com o Neymar fazendo aquele gol também (contra o Peñarol, na final). Aquilo ali, eu deitei no chão e chorei. Foi uma sensação muito legal, até pela importância da Libertadores para o clube naquele momento. Então, com certeza, sem sombra de dúvidas, foi aquela Libertadores”.