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Denúncias internas no Barcelona revelam contratos duplicados e pagamentos por trabalhos inexistentes

No próximo 20 de junho, Joan Laporta, novo presidente do Barcelona, e sua junta diretiva deverão explicar aos sócios do clube o resultado das auditorias que estão sendo levadas a cabo em várias áreas da instituição. Hoje, seguem em análises as áreas fiscal, legal, esportiva, econômica, patrimonial e até de cyber segurança.

Este ‘pente fino’ foi uma promessa feita por Laporta, para expor na assembleia geral que vai aprovar o exercício econômico de 2019-20 e para mostrar a temporada que terminou recentemente, 2020-21. Em suas primeiras entrevistas sobre o assunto, Laporta já adiantou que “estão saindo coisas que teremos que resolver, algumas delas preocupantes, outras surpreendentes e outras complicadas, mas que têm solução. Seremos transparentes ao máximo, porque é preciso explicar o que estamos encontrando”.

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Segundo apurado pela Goal, existem, dentro do clube, várias denúncias internas por pagamentos realizados a prestadores de serviço que não fizeram nenhum trabalho ou que não os terminou. Várias empresas e autônomos foram contratados pelo Barcelona, sem que suas tarefas tenham sido completadas. Algumas áreas do clube até tiveram que finalizar, eles mesmos, trabalhos que deveriam ter sido concluídos por outros provedores – como por exemplo os departamentos de comunicação e marketing.

Estas denúncias evidenciam emissões de faturas, algumas com preços que giram em torno de 50 mil euros (mais de um 50% sobre as cifras pactadas nos contratos) sobre todos os trabalhos audiovisuais e de desdenho em 3D para a área patrimonial, especialmente para o Espai Barça, o projeto do Novo Camp Nou e o novo Palau Blaugrana.

Além disso, fontes nos disseram que há empresas que cobraram mais de 6 mil euros mensais por trabalhos que já estavam feitos, firmando contratos com conceitos idênticos aos que haviam sido firmados por prestadores de serviços anteriores. Exemplo: empresas da Catalunha e Alemanha foram contratadas para fazerem exatamente o mesmo trabalho, o que resultou em tarefas duplicadas sem nenhum tipo de justificação aparente. Vários destes contratos, apesar de estarem ligados à comissão do Espai Barça, foram transferidos para outras áreas para não aumentar o acordo original do projeto arquitetônico, cifrado inicialmente em 600 milhões de euros e ampliado a 815 milhões nos últimos meses.

Todos estes contratos pertencentes à área do Espai Barça não passaram pelo comitê de adjudicação ou pelo departamento de compras. Ainda assim, segundo reiterado pelo ex-vice-presidente Jordi Moix, responsável pelo Espai Barça durante o mandato de Josep Maria Bartomeu, o comitê do Espai Barça é muito mais estrito do que outros mecanismos de controle dentro do clube. Por ele passam todos os contratos e faturas relacionados ao projeto, que são analisados e aprovados por executivos e diretivos da entidade blaugrana – com a opinião das áreas legal e econômica. Os dirigentes anteriores insistem que tudo foi feito com a maior transparência e profissionalidade.

Contratos que chegam a 200 mil

A Goal já havia revelado, em abril, que o Barcelona já havia encontrado dezenas de contratos que chegavam aos 200 mil euros, cifra que obrigaria o processo a passar pelo controle interno do clube.

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