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Daniel Alves São PAulo camisa 29 07 2019Divulgação/São Paulo FC

Dani Alves, a aposta mais segura do São Paulo acostumado em investir na experiência

Daniel Alves chegou em São Paulo com festa no aeroporto e utilizou as redes sociais para explicar o seu sentimento: “sonho de torcedor realizado pelo jogador”. Nesta terça-feira (05), o lateral-direito que recebeu o prêmio de craque da Copa América 2019, conquistada pelo Brasil, será apresentado, dentro de um Morumbi que promete excelente público, como camisa 10 do São Paulo. Veja tudo da apresentação clicando AQUI.

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Aos 36 anos, o jogador que mais colecionou taças na história do futebol não é o primeiro veterano contratado pelo São Paulo nas últimas temporadas. Mas é a aposta mais segura pelo que demonstrou em um passado recente, além de sua carreira vitoriosa. Recentemente o Tricolor Paulista acostumou-se ou a buscar jogadores que haviam passado bastante de seus melhores momentos: alguns tiveram até seus lampejos, mas a grande maioria não chegou a dar tão certo quanto se esperava. Relembre alguns casos.

Marcelinho Paraíba – 2010

O atacante, que ganhou destaque no próprio Tricolor durante os anos 90, fez história especialmente no futebol alemão antes de retornar, já mais veterano, para o Brasil, onde defendeu o Flamengo e fez uma excelente temporada de 2009 pelo Coritiba – foram 20 gols em 42 jogos. Foi o suficiente para o São Paulo repatriá-lo, quando o atacante tinha 34 primaveras completadas, mas em 2010 a passagem teve muitos pontos baixos, incluindo um período emprestado pelo Sport, e apenas cinco gols marcados.

Rivaldo – 2011

Um dos heróis do Penta, pela seleção brasileira, Rivaldo chegou ao Tricolor com descrédito. Afinal de contas, tinha 39 anos! Por causa da baixa expectativa, o meia-atacante demonstrou que a sua habilidade continuava intacta – fez até sete gols em 46 jogos.

Kaká – 2014

O bom filho à casa torna. Ao longo deste texto você vai ler muitos casos de atletas contratados já veteranos, depois de terem sido ídolos do clube. Kaká foi outro exemplo. Último brasileiro a ser eleito melhor do mundo (em 2007), o meia-atacante já não era mais o mesmo quando retornou ao Morumbi.

Após deixar o Milan, a passagem pelo Real Madrid não foi nada do que ele esperava, por causa de uma sucessão de lesões sofridas. Kaká ainda passou uma última temporada de volta ao rubro-negro da Itália antes de voltar ao São Paulo. Chegou aos 32 anos e demonstrou que, aqui no Brasil, o seu talento ainda resolvia jogos: fez três gols e ajudou o Tricolor na campanha rumo ao vice-campeonato da Série A – além de ter chegado à semifinal da Copa Sul-Americana.

Lugano – 2016

Lugano - São Paulo - 5/03/2017(Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

Mais um ídolo repatriado. Lugano, contudo, nem de longe apresentava o bom futebol que o alçou à condição de ídolo, campeão brasileiro da Libertadores e Mundial pelo Tricolor até 2006.

Até o seu retorno, uma década depois, Lugano havia passado pelo modesto West Brom, da Inglaterra, jogou no futebol sueco e estava no Cerro Porteño, do Paraguai. Não foi o jogador que se esperava e se aposentou em 2017.

Sidão e Cícero - 2017

Sidão lamenta enquanto jogadores do Flamengo comemoram gol marcado no MorumbiAlexandre Schneider/Getty Images(Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

Outro comportamento que passou a ser comum, foi o de contratar jogadores mais velhos que haviam tido destaque por outros clubes brasileiros. Sidão, goleiro que já havia aparecido com idade mais avançada, foi contratado em 2017, aos 34 anos, depois de uma temporada de destaque pelo Botafogo. Foi irregular e não deixou saudades na torcida. Já o volante Cícero chegou, junto ao Fluminense, com 32 primaveras completadas e teve passagem tímida – depois, foi negociado com o Grêmio, onde foi campeão da Libertadores naquele mesmo 2017.

Hernanes - 2017 e 2019

Hernanes São Paulo 19 05 2019Getty Images(Foto: Getty Images)

O retorno do Profeta, em 2017, quando o meio-campista tinha 32 anos, saiu como esperado: em apenas um turno de Brasileirão o ídolo ajudou o Tricolor a fugir da ameaça do rebaixamento. Além disso, o seu rendimento lhe rendeu os prêmios Bola de Prata, da Placar, e foi considerado um dos melhores de sua posição pela CBF. Retornou agora em 2019, com 34 anos, mas ainda espera-se ver mais.

Nenê e Diego Souza – 2018

Nenê Frankfurt São Paulo Florida Cup 10012019(Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC)

Meia de toque diferenciado na bola, Nenê chegou ao Tricolor, aos 36 anos, depois de encerrar passagem de três temporadas e meia pelo Vasco – onde era o melhor jogador do clube carioca. Teve bons momentos pelo São Paulo, inclusive marcando 12 gols em 2018, mas caiu de rendimento junto com o time e perdeu de vez o seu lugar. Recentemente, foi negociado com o Fluminense.

Já Diego Souza foi contratado, aos 32 anos, depois de excelentes temporadas pelo Sport Recife. Meia que passou a jogar como centroavante, recebeu a camisa 9 e sonhava em ser convocado por Tite, para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo, mas no São Paulo não entregou o esperado (os 17 gols em 59 jogos foram considerados pouco). Atualmente joga, por empréstimo, no Botafogo.

Dani Alves e Juanfran – 2019

Daniel Alves Raí São Paulo

Para a temporada 2019, a expectativa geral é de que o Tricolor fez um bom negócio ao trazer Juanfran. Zagueiro de passagem vitoriosa pelo Atlético de Madrid, ele chega, aos 34 anos, como opção em uma das posições mais carentes do elenco. A sua contratação também indica que Dani Alves será, no Morumbi, muito mais um meia do que um lateral.

Dani Alves, aliás, é uma aposta excelente: seguia demonstrando futebol em alto nível e estava no radar, ainda, das maiores potências da Europa. Chega para mudar o time de patamar.

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