Há uma máxima no futebol, que muitos repetem: “Os bons jogadores sempre podem jogar juntos”. Há pouco tempo, Paulo Dybala, fenômeno da Juventus, deixou claro a sua posição sobre o momento em que passou a compartilhar o campo de jogo ao lado de Lionel Messi na seleção argentina. “É um pouco difícil jogar com ele”, disse em uma declaração que percorreu o mundo, e soou absurdo para alguns. Para outros, não era mais do que uma reação necessária para um esporte coletivo: empatia.
Será que Cristiano Ronaldo e Messi juntos teriam empatia? Difícil de dizer. Se dividissem os jogadores entre passivos e ativos, não há muitas dúvidas do tipo de papel que possuem em campo. Tanto La Pulga quanto CR7 estão acostumados a serem marcados. Quando passam a bola, sabem que ela voltará para seus pés, e quase sempre é o que acontece. Todos os que estiveram ao ser redor, desde 2008 até hoje, têm que entender que eles são reis, proprietários, líderes. Neymar, acostumado a prestar homenagens a messi, decidiu deixar o Barcelona para se tornar dominante. Zlatan Ibrahimovic, Gareth Bale, Thierry Henry, Karim Benzema, David Villa, Isco, Pedro, Morata... há uma lista longa de jogadores que não poderiam ser protagonistas de seus times.
As posições
Se pegarmos os mapas de calor das últimas partidas de ambos mestres em La Liga, as posições que eles jogam são mais ou menos claras. Lionel Messi (contra o Deportivo La Coruña) não é um centro-avante e nem um extremo. Ele está localizado a poucos metros atrás do camisa 9 (neste caso, Luis Suárez) e, a partir daí, muito mais conectado com a linha de meio-campistas e a bola. Cristiano Ronaldo (contra o Sevilla), por outro lado, ainda é um pouco mais indefinido. Embora Zidane jure que ele é ponta, a verdade é que cada vez mais ele se torna um definidor, muito mais preciso e efetivo do que rápido e desequilibrado no mano a mano.
*Mapas de calor opta*
Se Messi e Ronaldo jogassem juntos, provavelmente CR7 seria o "Suarez" de Messi. Isto é, jogar de costas para o arco e estar atento para as possíveis jogadas que o deixariam na frente da área, mas também para 'saltar' a bola ao argentino. A ideia de que o Pulga usaria a sua velocidade e CR7 recebendo a bola com seu controle e físico para combater os rivais, eles poderiam fazer uma bagunça.
As posições

A verdade sobre o funcionamento do que poderia ser a melhor dupla da história tem a ver com a questão dos egos. A partir dos números, segundo as estatísticas da Opta, não há muita diferença entre a eficácia nos lances livres de Messi e Ronaldo (ambos têm pouco menos de 8%) ou nas penalidades (Messi, 77,67% contra 82,3% de CR7). Portanto, deve ser um tipo de acordo de cavalheiros em que eles decidiram ceder (como não aconteceu no PSG entre Neymar e Cavani).
O Estilo
A conclusão nos remete ao princípio, a lei básica do futebol: os bons se entendem sozinhos... e é difícil que joguem mal.
CR7 e Messi poderiam ser melhores... se estivessem do mesmo lado?




