Bando de Loucos: Aproxime-se e vença, Timão

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© Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
"No Derby contra o Palmeiras, o Corinthians percebeu muito bem que sendo um só, time e torcida, a química pode ser positivamente explosiva"


Por Luís Butti, de São Paulo


Corinthians 3, Palmeiras 2. O resultado final do Derby que deixou o Corinthians muito próximo do heptacampeonato do Brasileirão (falamos sobre como o Corinthians poderia vencer estrategicamente o Derby aqui na Goal nesta mesma coluna, na semana passada) foi muito comemorado dentro de campo. Mas boa parte do mérito desta vitória, passou muito além dos atletas.

Primeiro, vamos voltar duas semanas atrás. O Corinthians faz um jogo de Sub-17 contra o Vitória em plena tarde de meio de semana na Arena Corinthians. Onze mil pessoas, numa atmosfera surreal. O Corinthians não cobra. Mas aproxima o seu torcedor do time. O empate em 0 a 0 não frustrou os meninos. Buscaram o resultado em Salvador e se classificaram para a fase seguinte. O Timão volta a atuar na Arena, desta vez com o Sub-20, num Derby contra o Palmeiras.

Porém, o Corinthians volta atrás (seria gratuito), cobra, o público fica bem abaixo do esperado (na casa de 6.000 pessoas) e o Timãozinho é derrotado pelo Verdinho por 1 a 0.

Treino Corinthians torcida 04112017

Não sou nenhuma Mãe Dinah, mas creio que as decisões fora de campo certamente devem ter refletido dentro do Profissional. O Corinthians estava mal. Sendo derrotado sem parar. E toma uma decisão ousada em meio a uma turbulência: abre o treino, mais uma vez em Itaquera, na véspera do Derby.

Pronto.

Parafraseando Mano Brown, era a brecha que o sistema queria. Foram 32.000 pessoas na Arena em apenas um treino. Um público muito acima da média do Campeonato Brasileiro. Repito: um simples treino, que botou fogo no jogo.

O Corinthians, num golpe de mestre, reaproxima a sua torcida do elenco. O mesmo antídoto que fez o Sub-17 superar o bom time do Vitória no Barradão: dar carinho, calor humano. Balbuena, Cássio, Jô e cia. passaram a se sentir seguros. Com o nome gritado, Carille se sentiu seguro para mexer no time. Confirmou as entradas de Camacho e Clayson e o sistema tático voou feito um supersônico.

Treino Corinthians torcida 04112017(Fotos: © Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

O Corinthians de Carille amassava o Palmeiras ainda no primeiro tempo, e garantia a vitória por 3 a 2. Mas a vitória alvinegra não tinha vindo no domingo. E sim, no sábado.

O Corinthians percebeu muito bem que sendo um só - time e torcida -, a química pode ser positivamente explosiva.

O Corinthians explodiu. Na hora certa. Se vencer o Atlético Paranaense e o Avaí, deve dar a volta olímpica na semana que vem.

O Hepta nunca esteve tão próximo. Justamente graças a lição da aproximação.

Luís Butti é redator publicitário, compositor e corintiano das antigas. Adora música, polêmica e redes sociais. É a favor do mata-mata e vê na Arena Corinthians o seu "Jardim do Éden"...

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