Cinco Estrelas: cobertor curto

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© Rudy Trindade/ThemaPress/Light Press/Cruzeiro
"Se sobram goleiros, zagueiros e volantes, o Cruzeiro carece de alternativas na lateral e no ataque. Culpa das lesões, sim, mas também da formação"


Por João Henrique Castro 


O Cruzeiro tem um dos elencos mais interessantes do país. Isto, ao meu ver, é um fato concreto. No entanto, Mano Menezes olhou para o banco contra o Fluminense e... Não achou muito o que servisse. Por que isso acontece?

Não é de hoje que muitos consideram o elenco cruzeirense desequilibrado. Se sobram goleiros, zagueiros e volantes, o time carece de alternativas na lateral e no ataque. Em parte, pelas lesões. Mas em parte, por lacunas na formação.

Se fizermos o exercício de escalar Cruzeiro A x Cruzeiro B com todos a disposição, é provável que tenhamos as seguintes formações na cabeça de Mano Menezes: Fábio; Ezequiel, Dedé, Manoel e Diogo Barbosa; Henrique, Ariel Cabral, Robinho e Thiago Neves; Arrascaeta e Rafael Sobis no time A. Rafael; Romero, Murilo, Leo e Bryan; Hudson, Lucas Silva e Rafinha; Alisson, Rafael Marques e Sassá no B. Restando ainda opções como Lucas França, Lennon, Arthur, Nonoca, Elber, Raniel e Judivan. Além dos recém-chegados Digão e Messidoro.

Na letra fria do papel, não parece pouco. No entanto, as frequentes ausências no Departamento Médico minam as opções do treinador. No confronto desta quinta-feira, eram seis nomes no DM, dois bastante desgastados, um suspenso e dois que acabaram de chegar. Um time completo de ausências. O que reduz sensivelmente as possibilidades de escalação e expõe a fragilidade do elenco.

Sassa Fluminense Cruzeiro Brasileirao Serie A 20072017Juan Cazares Alexis Messidoro Atletico-MG Sport Boys-BOL Libertadores 13042017Sassá se afirmando, Messidoro chegando: fim do drama? (Fotos: Rudy Trindade/Light Press/Cruzeiro e DOUGLAS MAGNO/AFP/Getty)

Se andamos podendo esquecer de Manoel, Dedé e Judivan, as lesões de Arrascaeta e Rafinha levam Elber ao time titular. Os problemas de Ezequiel exigem a improvisação de Romero. E na falta de Rafael Sobis, Rafael Marques tem muitas chances de jogar. Como acabou acontecendo nesta quinta.

A situação do banco contra o Fluminense, quando Mano tinha como opções reais para mexer na equipe Arthur, Fabrício (liberado para o Atlético-PR no dia seguinte), Bryan, Nonoca, Rafael Marques e Raniel, revela bem como o Cruzeiro tem sofrido com as ausências. Com Ezequiel e Alisson fazendo número no banco, e a perda de Cabral na segunda etapa, com dores no joelho, Mano Menezes não teve muito o que fazer a não ser recorrer por Rafael Marques.

Outra alternativa, que eu julgava mais adequada, seria lançar Nonoca. Mas, convenhamos, o garoto não é uma realidade para tornar absurda a escolha do treinador.

Para o confronto contra o Avaí o retorno de Manoel, Rafael Sobis e Arrascaeta são grandes alentos, mas a sorte na Raposa precisa melhorar e a lista de desfalques ser mais reduzida. Fechada a janela de contratações internacionais, é possível considerar que o elenco celeste não sofrerá muitas mudanças até o fim do ano. No entanto, com a janela interna e de jogadores livres ainda disponível, além da possibilidade de perdas de jogadores para o exterior, é bom estar de olho.

O inverno parece estar acabando, mas o Cruzeiro andou sofrendo com o cobertor curto.


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João Henrique Castro é professor, historiador e, obviamente, cruzeirense. Daqueles que sabe que nada brilha mais no céu do que as cinco estrelas que traz no peito.

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