Bando de Loucos: É normal

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Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians
"O Corinthians virou um leão de clássicos, mesmo quando o adversário é super favorito"


Por Luís Butti, de São Paulo


Ganhar clássico é normal. Seja Derby, Majestoso ou Clássico Alvinegro.

Peço licença aos amigos do Flamengo e Fluminense por usar a frase clássica sobre ganhar o Fla-Flu em clássicos paulistas, mas eu não posso deixar passar batido o assunto. O Corinthians sábado confirmou o que a gente já sabia desde a volta por cima em 2008, e principalmente na fase de Carille: O Corinthians virou um leão de clássicos, mesmo quando o adversário é super favorito.

Na Era Carille, o Corinthians perdeu apenas um, contra o Santos, na Vila Belmiro em 2017 por 2 a 0 numa tarde onde tudo deu errado.

Sábado aconteceu de novo. O Corinthians precisou de quarenta segundos para matar o jogo contra o São Paulo. Era sabido que o esquema defensivo e a estrutura psicológica de Dorival Júnior para os onze atletas do Tricolor iria ruir caso o Corinthians saísse na frente. E foi o que aconteceu, com Jadson, com menos de um minuto.

O São Paulo até empatou com Brenner, mas estava na cara que a igualdade iria durar pouco. O Corinthians envolvia o São Paulo com tamanha facilidade, que podia se dar ao luxo até de ficar sem a bola em alguns momentos.

Sabia que seria letal em seu novo esquema.

Balbuena, Pedro Henrique e Petros - Corinthians x São Paulo - 27/01/2018Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Não demorou para passar a frente: Balbuena de cabeça, ainda no primeiro tempo, fulmina Sidão após um escanteio. Alguns momentos de passe de bola lembravam grandes equipes europeias de movimentação rápida. Dava gosto de ver.

Surras em clássicos para Carille e sua trupe não andam sendo privilégio do clube do Morumbi. Em 2017, o Palmeiras perdeu os três embates do Derby Centenário com requintes de crueldade, principalmente no primeiro e no segundo jogo. Rapidez, movimentação e o principal: sem medo.

Para o Santos, sobrou até gol de bicicleta de Jô e velocidade de Romero. O Santos, aliás, o que mais deu trabalho nos clássicos. Mas também saímos em grande vantagem.

Entrar com o pensamento de vai dar um sacode e acabou.

Ganhar clássicos moldam o time psicologicamente. Deixa o elenco pronto para jogos grandes, como mata-matas e competições Conmebol, onde jogos são mais pegados, a imprensa cobra e a torcida espera uma vitória de peso.

Balbuena - Corinthians x São Paulo - 27/01/2018Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

Três dias antes da estreia da Libertadores, em Bogotá, vamos ter o clássico contra o Palmeiras na Arena Corinthians. E quatro dias depois, novo clássico, contra o Santos, no Pacaembu (mando deles).

Vencer estes jogos seria algo essencial para mostrar que o Corinthians perde peças e segue sendo o grande “Papá” dos rivais.

Ganhar clássicos é natural.

Luís Butti é redator publicitário, compositor e corintiano das antigas. Adora música, polêmica e redes sociais. É a favor do mata-mata e vê na Arena Corinthians o seu "Jardim do Éden"...

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