Lionel Scaloni assumiu a seleção argentina sob dúvidas, após a Copa do Mundo de 2018, e teve pinta de interino durante todo o ciclo até a Copa América. Nos [criticados] gramados brasileiros, a Albiceleste continuava claudicante e sem aparentar confiança, mas no decorrer do torneio demonstrou melhora e foi eliminada apenas nas semifinais, em jogo disputado e polêmico contra o Brasil. E se a AFA [Associação do Futebol Argentino] buscava opções para assumir o posto principal na área técnica, parece que no final das contas o trabalho feito por Scaloni agradou.
Desta forma, o vínculo entre o técnico, que antes de assumir o cargo não tinha nenhuma experiência treinando equipes principais, deverá ser ampliado até o Mundial de 2022. Ao menos é o que informa o jornal argentino Clarín. Segundo a publicação, nas últimas horas Scaloni se reuniu com dirigentes da AFA e teria chegado a um acordo para a sua continuidade.
A favor de Scaloni, a sensação de crescimento apresentado pelos argentinos a partir das quartas de final da Copa América e, especialmente, a boa exibição na derrota por 2 a 0 para o Brasil. Para muitos críticos, inclusive, foi o melhor jogo dos nossos hermanos desde a campanha que terminou com o vice-campeonato mundial em 2014. Somado a isso, a sensação de ter se despedido do torneio sul-americano injustiçado por decisões da arbitragem, que no entendimento da AFA e dos jogadores deixou de apitar dois pênaltis que poderiam ter mudado a contenda contra a seleção brasileira.
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Messi, craque do time e um dos que mais reclamaram contra a arbitragem, foi um dos primeiros a elogiarem o trabalho feito por Scaloni e a qualidade do jovem grupo montado. Ao contrário de outras ocasiões, em que o insucesso o levou a repensar sua continuidade com as cores de seu país, desta vez Messi não titubeou para comprometer-se com o futuro do projeto.
"Começa algo novo, algo lindo, creio que vem uma geração importante, que mostrou nessa Copa que ama a seleção, quer ficar. Há futuro, uma base grande, que precisa de tempo e que a deixem seguir. Tomara que respeitem e não comecem a criticar, porque não seria justo. Tem que deixar que cresçam e que sigam amando a seleção", disse o camisa 10 após a derrota na semifinal.
Ter o apoio do melhor jogador do mundo também pode ter feito a diferença, assim como a falta de grandes opções no mercado, para manter Scaloni.
