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Palmeiras v Flamengo - Copa CONMEBOL Libertadores 2025 FinalGetty Images Sport

Título com asterisco? A provocação de Abel Ferreira após conquistas do Flamengo na Libertadores e Brasileirão de 2025

A entrevista de Abel Ferreira antes do duelo com o Atlético-MG reacendeu um tema sensível para o Palmeiras em 2025. Ao afirmar que a final da Libertadores teve “asterisco”, o treinador voltou a apontar que erros de arbitragem influenciaram diretamente um dos jogos mais importantes da temporada — o confronto decisivo contra o Flamengo, vencido pelos rubro-negros por 1 a 0, em um duelo marcado por tensão desde os primeiros minutos.

A fala não surgiu no vácuo: ela ampliou um debate que já estava presente desde os dois confrontos entre as equipes no ano, tanto na final continental quanto no jogo do Brasileirão no Maracanã, quando o Flamengo venceu por 3 a 2. Ambos os duelos tiveram momentos polêmicos, contestados pelo elenco palmeirense, e criaram um clima de rivalidade sustentado por decisões discutidas e interpretações que seguiram repercutindo ao longo da temporada.

Ao mesmo tempo, Abel utilizou a entrevista para situar o torcedor sobre o processo vivido pelo clube. O Palmeiras passou por uma das maiores reformulações de seu ciclo recente — 12 chegadas, 16 saídas — e, mesmo assim, alcançou decisões, disputou título da Libertadores, brigou pelo Brasileirão até o fim e manteve competitividade. Para o treinador, o time não vive um “fim de ciclo”, e sim uma etapa de reconstrução que demanda tempo, ajustes e tolerância a erros e desgastes naturais.

O ponto central, no entanto, foi o retorno à final continental e à sensação de que o jogo poderia ter tido outro rumo.

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  • A origem dos ‘asteriscos’ na final da Libertadores

    A final vencida pelo Flamengo por 1 a 0 teve um momento que alterou completamente o ambiente e, na avaliação alviverde, comprometeu o andamento natural da partida. Aos 39 minutos do primeiro tempo, Erick Pulgar atingiu Bruno Fuchs com uma solada na canela enquanto o jogo estava parado. O lance gerou paralisação longa, marcas expostas na perna do zagueiro e irritação generalizada no banco palmeirense. A arbitragem aplicou apenas cartão amarelo e o VAR optou por não recomendar revisão.

    Foi esse episódio que Abel classificou como “asterisco”, conectando o sentimento de frustração ao peso da ocasião:

    “Estamos frustrados, desiludidos... Quando você tem uma oportunidade de desafiar um rival como nós e tu perdes para ti mesmo, isso cria frustração na nossa equipe. Independentemente das incidências que houve no jogo, há um asterisco. Cicatrizes ficam.”

    Para o treinador, a não expulsão de Pulgar mudou o rumo do jogo, já que após o ocorrido, o Flamengo marcou seu único gol na partida e administrou a vantagem.

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  • Os embates no Brasileirão e o pano de fundo das críticas

    Embora Abel não tenha citado os lances do Campeonato Brasileiro em sua fala, o contexto da temporada reforça por que sua crítica ganhou tanta repercussão. No duelo entre Flamengo e Palmeiras no Maracanã, vencido pelos rubro-negros por 3 a 2, houve uma sucessão de jogadas contestadas pelo time paulista — entre elas, um possível pênalti de Jorginho em Gustavo Gómez nos minutos iniciais, um pisão de Pulgar em Maurício e dúvidas sobre a origem do lance que resultou no pênalti cometido por Bruno Fuchs em Pedro.

    A declaração de Abel, ainda que restrita ao lance da final, acabou “abrindo a caixa” para reavivar as discussões acumuladas ao longo da temporada.
  • Reformulação, competitividade e a rejeição ao ‘fim de ciclo’

    Ao falar sobre o futuro, Abel reforçou que o Palmeiras passou por um processo profundo de reconstrução em 2025 e, ainda assim, conseguiu se manter entre os protagonistas. O técnico lembrou que o clube chegou às finais de praticamente todas as competições que disputou e permaneceu vivo na briga pelo Brasileirão até as rodadas finais.

    Ele rejeitou a ideia de desgaste do projeto, citou o histórico recente do Palmeiras e colocou a análise da temporada em perspectiva:

    “Não posso entender como final de ciclo quando você chega a uma final da Libertadores e disputa até o fim. Não é final de ciclo quando uma equipe como o Palmeiras nos últimos campeonatos ganhou dois e ficou vice nos outros.”

    O treinador também sugeriu que o desempenho superior do Flamengo deve ser visto dentro do contexto de investimento e reconstrução alviverde:

    “É duro perder, mas temos de aceitar quando o adversário é melhor. Realmente o Palmeiras fez uma temporada tão ruim ou nosso maior rival investiu e contratou como nunca?”

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