A entrevista de Abel Ferreira antes do duelo com o Atlético-MG reacendeu um tema sensível para o Palmeiras em 2025. Ao afirmar que a final da Libertadores teve “asterisco”, o treinador voltou a apontar que erros de arbitragem influenciaram diretamente um dos jogos mais importantes da temporada — o confronto decisivo contra o Flamengo, vencido pelos rubro-negros por 1 a 0, em um duelo marcado por tensão desde os primeiros minutos.
A fala não surgiu no vácuo: ela ampliou um debate que já estava presente desde os dois confrontos entre as equipes no ano, tanto na final continental quanto no jogo do Brasileirão no Maracanã, quando o Flamengo venceu por 3 a 2. Ambos os duelos tiveram momentos polêmicos, contestados pelo elenco palmeirense, e criaram um clima de rivalidade sustentado por decisões discutidas e interpretações que seguiram repercutindo ao longo da temporada.
Ao mesmo tempo, Abel utilizou a entrevista para situar o torcedor sobre o processo vivido pelo clube. O Palmeiras passou por uma das maiores reformulações de seu ciclo recente — 12 chegadas, 16 saídas — e, mesmo assim, alcançou decisões, disputou título da Libertadores, brigou pelo Brasileirão até o fim e manteve competitividade. Para o treinador, o time não vive um “fim de ciclo”, e sim uma etapa de reconstrução que demanda tempo, ajustes e tolerância a erros e desgastes naturais.
O ponto central, no entanto, foi o retorno à final continental e à sensação de que o jogo poderia ter tido outro rumo.
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