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Norway are World Cup dark horses.jpgGetty/GOAL

Seis razões para considerar a Noruega de Erling Haaland como a grande promessa para surpresa da Copa do Mundo de 2026

A última dessas vitórias, em um San Siro lotado, foi especialmente impressionante. A Itália saiu na frente com um gol inteligente de Francesco Pio Esposito e controlou o primeiro tempo, mas a Noruega voltou diferente do intervalo: acelerou o jogo, dominou as ações e virou com autoridade. Antonio Nusa e Jorgen Strand Larsen marcaram, e Haaland completou a festa com dois gols.

É verdade que a Itália já não vive seus melhores dias, mas o time de Gennaro Gattuso vem evoluindo, e cinco campeões da Euro 2020 — Donnarumma, Barella, Di Lorenzo, Bastoni e Locatelli — estavam em campo. Mesmo assim, a Noruega se tornou apenas a segunda seleção a derrotar os italianos por três gols ou mais fora de casa em um jogo competitivo. A última tinha sido a Suécia, em 1983.

A vitória também serviu como revanche pela eliminação para a própria Itália nas oitavas da Copa de 1998. Resultados desse tamanho são raros — e é difícil imaginar que Haaland continue pensando que sua seleção tem só “0,5% de chance”. Ele lidera uma geração talentosa, sem medo de ninguém. E tudo indica que a Noruega chega ao Mundial como candidata real ao título — ainda mais com o melhor centroavante do mundo no comando.

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  • Erling Haaland Norway 2025Getty

    Poder de fogo adequado

    A presença de Haaland é o grande diferencial. A Noruega venceu os oito jogos do Grupo I, marcou 37 gols — e 16 deles foram do camisa 9, igualando o recorde de Lewandowski em uma única campanha de eliminatórias.

    O atacante do City vive fase absurda: já soma 32 gols por clube e seleção na temporada, e chegou a 55 gols em 48 jogos pela Noruega — 22 a mais que qualquer outro jogador do país. Ele também balançou as redes em nove partidas seguidas pela seleção e segue imparável na Premier League. Não à toa, muitos noruegueses já o tratam como o maior jogador da história do país.

    E o melhor: Haaland ainda tem só 25 anos e nem atingiu o auge. Nenhuma outra seleção no Mundial terá um centroavante tão completo. E ele ainda conta com bons parceiros: Sorloth, do Atlético de Madrid, funciona como complemento perfeito, enquanto Strand Larsen virou um ótimo reserva. Como a Itália descobriu, a Noruega tem munição para encarar qualquer rival.

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  • Martin Odegaard Norway 2025Getty

    Odegaard vai voltar

    A classificação norueguesa veio mesmo sem seu maestro e capitão, Martin Odegaard. O meia do Arsenal perdeu os três últimos jogos por lesão no joelho, e ainda está voltando aos poucos.

    Mas o tempo está a favor dele — e a Noruega precisa do seu cérebro no meio-campo. Em partidas mais fechadas, é Odegaard quem encontra espaços e cria jogadas decisivas, como mostrou ao dar três assistências na vitória por 4 a 2 sobre Israel, em março. No total, ele terminou com sete passes para gol, o maior número das eliminatórias europeias.

    Odegaard também mostrou liderança ao viajar para encontrar o elenco, mesmo machucado. “Ele esteve lá antes, durante e depois”, disse o técnico Solbakken. Para o grupo, a presença dele traz segurança. A torcida só espera que ele volte 100% — porque ele é peça-chave para uma campanha longa no Mundial.

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    Jovens promissores e empolgantes

    Com média de idade de 25,8 anos, a Noruega tem uma das seleções mais jovens e interessantes do cenário mundial. Além de Haaland e Odegaard, dois nomes devem brilhar ainda mais no Mundial: Antonio Nusa e Oscar Bobb.

    Nusa, destaque do RB Leipzig, já soma 16 participações em gols em 20 jogos pela seleção. Rápido, habilidoso e explosivo, ele causa problemas constantes às defesas, especialmente em contra-ataques — uma das armas da equipe.

    Bobb, do Manchester City, atua de maneira diferente: gosta de vir por dentro, faz o jogo fluir e é muito técnico. Não decide tanto quanto Nusa, mas tem inteligência para encontrar espaços e dar passes que desmontam a marcação.

    Juntos, eles dão equilíbrio: Nusa oferece o fator surpresa, enquanto Bobb traz controle e visão de jogo. Schjelderup, que tenta se reencontrar após uma fase difícil no Benfica, também é opção para o ataque.

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    Brilhante Berge

    A nova força da Noruega também passa pela experiência de Premier League espalhada pelo elenco. Além de Haaland, Odegaard, Strand Larsen e Bobb, Solbakken conta com Sander Berge (Fulham), Kristoffer Ajer (Brentford) e David Moller Wolfe (Wolves) para elevar o nível da equipe.

    Com tantos jogadores acostumados ao ritmo intenso da liga mais competitiva da Europa, a Noruega ganhou profundidade real. Mas dentro desse grupo, um nome tem sido fundamental.

    Berge talvez tenha sido o jogador mais regular da seleção nas eliminatórias. No Fulham, ele evoluiu muito, e na Noruega virou o cara que desarma, constrói e carrega o time quando Odegaard não está. Solbakken até moldou um papel específico para aproveitar melhor suas forças.

    Atuando como um “camisa 8” completo, Berge dita o ritmo do meio-campo. Combinado com Odegaard e Patrick Berg (Bodo/Glimt), a Noruega ganha um trio equilibrado: físico, criativo e muito confiável. O ex-jogador de Sheffield United e Burnley enfim alcança o nível que prometia na base — e a seleção sente o impacto nos dois lados do campo.

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    Defesa sólida como uma rocha

    Berge e Berg se desdobram para proteger a defesa, mas a linha de trás também tem funcionado muito bem. Ajer (Brentford) e Torbjorn Heggem (Bologna) formaram uma dupla de zaga entrosada, forte fisicamente e segura com a bola nos pés.

    Difícil ganhar deles pelo alto, e eles ainda iniciam jogadas com qualidade. Nas laterais, Wolfe e Julian Ryerson (Borussia Dortmund) dão energia e consistência.

    No gol, Orjan Nyland é pura segurança. O goleiro do Sevilla sofreu apenas cinco gols nos oito jogos das eliminatórias e mostrou personalidade ao comandar a área.

    A Noruega não oferece pontos fracos. Parte disso é talento individual — mas outra parte é mérito do esquema muito bem ajustado.

  • FBL-WC-2026-EUR-QUALIFYERS-ITALY-NORWAYAFP

    Técnico rigoroso

    O trabalho de Solbakken não tem passado despercebido. Depois de levar um 5 a 0, o técnico de Israel, Ran Ben-Shimon, disse que a Noruega é “uma das duas melhores seleções da Europa, junto com a Espanha”.

    Solbakken tratou o elogio como exagero, mas a verdade é que poucas seleções impressionaram tanto quanto a Noruega no ciclo. A Espanha segue em outro nível, mas os noruegueses hoje têm argumentos reais para se considerarem logo atrás.

    O treinador criou um time sólido e unido, com um estilo claro. Trocaram o antigo sistema de marcação individual por uma defesa em zona, que força interceptações e gera contra-ataques rápidos. Com a bola, o time segura mais a posse e atrai pressão para explorar sua velocidade e força física.

    Solbakken transformou a Noruega em uma equipe ofensiva que também sabe se defender jogando — marca registrada de seleções fortes.

    Agora, resta ver se o nível será mantido na Copa do Mundo. O calor, as viagens e a pressão nos EUA, Canadá e México serão maiores. Mas, se a Noruega passar bem pela fase de grupos, ninguém vai querer cruzar com Haaland e companhia no mata-mata. Ele tem motivos para sonhar grande.

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