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camisa desenho brasil azul 2026Criada com IA sobre reprodução

Se não é vermelha, camisa azul do Brasil para Copa do Mundo de 2026 não deixa de ser péssima

O site Footy Headlines, especializado em antecipar camisas de futebol que estão para ser lançadas, mostrou como será a camisa reserva da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026. A boa notícia é que ela não é vermelha, como era o bizarro plano inicial da Nike. A péssima notícia é que a camisa é horrorosa. Horrorosa, claro, quando pensamos que ela é uma camisa de seleção brasileira. O GE, vale destacar, confirmou que a peça será utilizada no Mundial do ano que vem.

Talvez tenha algo a ver com algumas leis da física. Quando algo muito grande acumula uma enorme velocidade, mais força e tempo serão necessários para fazer esta massa parar. Por isso, quanto maior e mais rápido o negócio se move, mais difícil é interromper seu curso de forma brusca, tornando o ato de frear algo quase impossível em determinadas situações.

A primeira notícia sobre a tal camisa vermelha do Brasil veio em abril deste ano, pouco mais de um ano da Copa do Mundo. Em agosto, o presidente que acabava de entrar na CBF, Samir Xaud, marcou uma reunião emergencial com a Nike para impedir que a bizarrice acontecesse, mesmo com a fábrica já produzindo as peças. Um movimento bem difícil de ser freado, mas Samir conseguiu. Em parte. A nossa segunda camisa não será vermelha, cor inserida em forma de brasa no Brasil mas jamais usada em todas as nossas glórias. Mas a nossa segunda camisa está horrível.

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  • Chicago Bulls vs Milwaukee BucksHulton Archive

    A maior camisa do futebol com marca de estrela do basquete

    A começar pelo fato de vermos a maior equipe de futebol do planeta utilizando, como logomarca, o símbolo de um jogador de basquete. Sim, assim como acontece com o Paris Saint-Germain, a marca Jordan, de Michael Jordan, parceira da Nike, estará bordada em destaque na peça. Futebol é um negócio e negócios são assim, ok, sejamos realistas, mas para tudo deve haver algum limite, algum bom-senso.

    Michael Jordan é daquelas lendas esportivas que devemos respeitar, mas daí a estar em destaque na camisa da seleção brasileira de futebol, soa absurdo. O Brasil produziu silhuetas bem mais marcantes e merecedoras de tal honra: o soco no ar de Pelé, as pernas tortas de Garrincha ou até o cabelo Cascão de Ronaldo Fenômeno. Alguma delas virou marca global? Não. Bom, neste caso custa seguir com o risquinho da marca norte-americana? Mesmo que jogadores atuais amem NBA e tal? Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

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  • Camisa azul Brasil 2026Reprodução/FootyHeadlines

    A gourmetização do absurdo

    Em sua matéria, a Footy Headlines fala sobre “o retorno da icônica coloração de azul” como se a peça vermelha já estivesse sendo usada há décadas, dá um ar de volta triunfal para uma coisa que, na verdade, nunca deixou de ser usada desde o título mundial de 1958. A volta dos que não foram.

    “A camisa reserva combina uma base de azul-marinho com uma sombra mais escura de azul, apresentando um único padrão de setas, listras verticais sutis e vibrantes detalhes em amarelo”, diz em parte da matéria. “O retorno ao azul indica que a CBF escutou os torcedores que se opuseram ao uso do vermelho para proteger as icônicas cores do Brasil”, completa.

    Estivéssemos falando de comida, a descrição de um prato de arroz com feijão talvez seguisse a seguinte linha: “apresentamos um harmonioso encontro entre grãos perolados de arroz, cuidadosamente soltinhos, e feijões selecionados à mão, cozidos em caldo encorpado de especiarias nobres”. A grande diferença é que arroz e feijão é simples e bom.

  • Precisa disso?

    Nesta era moderna do futebol, especialmente após a massificação das redes sociais, passou a ser lugar comum a criação de camisas absurdas no futebol. É uma das muitas versões do “fale mal, mas fale de mim” que gera engajamento. O exemplo mais recente é da torcida do Bayern de Munique, que na atual temporada fez protestos contra a camisa atual do time em meio a mudanças bem fora da caixinha que vem sendo feitas.

    Camisas de futebol são mais lindas quando mais simples. Mas as fábricas precisam inovar, estimular as vendas. Ainda assim, é possível fazer inovações. A camisa azul do Brasil na Copa do Mundo de 2022 tinha detalhes de manchas de onça em verde-neon e foi sucesso de crítica e de vendas. Realmente bem bonita. A mais recente tem desenho que parece transformá-la em uma colcha pesada, mas pelo menos é azul. A que será usada pelo Brasil em 2026 parece ser mais preta do que qualquer outra coisa, parece já vir cheia de suor. Seria uma bela peça para goleiro... mas não é o caso.

    Se camisas de futebol são tidas, por muita gente, como itens quase sagrados, quando falamos de camisa de futebol de seleção em Copa do Mundo, a conversa fica séria. É preciso conseguir ter sucesso na linha tênue entre honrar o que é tradicional sem deixar de incluir novidades. E a nova camisa reserva do Brasil não honra legado nenhum, tampouco traz boas novidades.

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