Quando o Real Madrid venceu o rival Barcelona no fim de outubro, o cenário era dos mais favoráveis. A equipe liderava LaLiga com folga, cinco pontos à frente do principal concorrente, e tudo indicava que Xabi Alonso havia feito os merengues engrenarem de vez. No entanto, uma sequência ruim mudou o panorama: o time passou a tropeçar também na Champions League e hoje já aparece quatro pontos atrás do Barça no campeonato espanhol.
Há mais de um mês, o futuro de Alonso no clube virou tema constante de debate. Relatos da imprensa apontaram, inclusive, que o Real poderia recorrer a Jürgen Klopp, ex-Liverpool, caso o trabalho do espanhol não engrenasse. Para piorar, os rumores de insatisfação no vestiário e de jogadores que não compraram totalmente suas ideias só aumentaram a pressão. Ainda em novembro, o próprio Alonso reconheceu que comandar um gigante como o Real Madrid cobra seu preço.
“É exigente. Não sou o primeiro treinador a lidar com esse tipo de situação. Penso no que Carlo [Ancelotti], o Mou[rinho] ou o [Manuel] Pellegrini fariam. Isso não é novidade. Você precisa saber conviver com isso”, afirmou na ocasião.
Agora, porém, ele não terá mais esse tipo de cobrança para administrar.