Getty/GOALO plano impressionante do Chelsea em relação a trazer Zinedine Zidane ou Jurgen Klopp após a demissão de Enzo Maresca
Getty Images SportMaresca demitido: Machado caiu no Dia de Ano Novo
O técnico italiano Enzo Maresca, que comandou as conquistas do Chelsea na Conference League e no Mundial de Clubes da Fifa em 2025, foi demitido na virada do Ano Novo. Aos 45 anos, o treinador esteve à frente da equipe em 92 partidas, com 55 vitórias, mas acabou desgastado internamente após desagradar a diretoria com alguns de seus comportamentos.
Em comunicado oficial, o clube anunciou a saída de forma imediata. “O Chelsea Football Club e o treinador Enzo Maresca decidiram encerrar a parceria. Durante sua passagem pelo clube, Enzo conduziu a equipe aos títulos da Uefa Conference League e da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. Essas conquistas seguirão como parte importante da história recente do clube, e agradecemos suas contribuições”, diz a nota.
O texto prossegue destacando o momento da decisão: “Com objetivos importantes ainda em disputa em quatro competições, incluindo a classificação para a Liga dos Campeões, Enzo e o clube acreditam que uma mudança oferece à equipe a melhor oportunidade de recolocar a temporada nos trilhos. Desejamos a Enzo sucesso em seus próximos desafios".
Por que Maresca foi demitido
A sequência ruim do Chelsea na Premier League, na Liga dos Campeões, na Carabao Cup e na FA Cup é apontada como um dos fatores determinantes para a decisão de promover uma mudança no comando técnico. Segundo o The Telegraph, os Blues desperdiçaram 15 pontos em situações favoráveis ao longo da temporada, um desempenho classificado internamente como “insustentável”.
A diretoria também se mostrou incomodada ao tomar conhecimento de que Enzo Maresca manteve conversas com Manchester City e Juventus sobre possíveis funções futuras durante a temporada. Pelos termos de seu contrato em Londres, o treinador era obrigado a informar o grupo proprietário do Chelsea sobre esse tipo de contato.
Ainda de acordo com o The Telegraph, Maresca deixou claro que encerraria qualquer negociação com potenciais empregadores caso recebesse uma nova proposta de renovação em Stamford Bridge. A oferta, no entanto, teria sido “categoricamente rejeitada” pelos dirigentes do clube.
Com a saída do italiano, o Chelsea já busca um substituto, e o técnico do Strasbourg, Liam Rosenior, surge como um dos principais nomes cotados. O treinador tem se destacado no futebol francês à frente de um dos clubes que integram o mesmo grupo do Chelsea.
GettyPor que o Chelsea não vai procurar Klopp ou Zidane
O The Telegraph destaca que “não se espera que o Chelsea busque um nome de peso como Zinedine Zidane ou Jürgen Klopp”. Embora parte da torcida defenda a aposta em um treinador com currículo mais consagrado — como os ex-comandantes de Real Madrid e Liverpool, ambos campeões da Liga dos Campeões — essa não tem sido a linha adotada por Todd Boehly e sua equipe.
A atual gestão já demonstrou confiança em técnicos como Graham Potter e Enzo Maresca, apostando que esses nomes seriam capazes de estabelecer as bases para um projeto de sucesso a longo prazo. Ainda assim, a estabilidade segue sendo um desafio em Stamford Bridge.
Segundo a ESPN, a BlueCo não pretende alterar sua estratégia e continuará fiel a uma filosofia que acredita ser benéfica ao clube ao longo do tempo. A emissora ressalta que, no Chelsea, “vencer já não é mais a principal consideração”.
A filosofia adotada pela diretoria do Chelsea
O modelo adotado em Stamford Bridge passa, segundo relatos, pela aposta em “treinadores jovens com potencial”, alinhada a uma política de recrutamento dos melhores talentos emergentes ao redor do mundo. Esse direcionamento explica por que nomes consagrados como Jürgen Klopp e Zinedine Zidane não entram nos planos do clube.
Durante a era Roman Abramovich, o Chelsea costumava recorrer a técnicos de renome internacional, que iam de José Mourinho a Thomas Tuchel, passando por Carlo Ancelotti e Antonio Conte. No entanto, a ESPN ressalta que “os tempos em que o Chelsea contratava a elite dos treinadores ficaram definitivamente no passado”. O perfil buscado agora é “jovem, promissor e maleável”, dentro de uma abordagem diferente, defendida por um conselho ambicioso que investiu pesado em diversas janelas de transferências e espera obter retornos consistentes desse investimento.


