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Tuchel England questions GFXGetty/GOAL

Jude Bellingham, Trent Alexander-Arnold e seis questões que Thomas Tuchel ainda precisa resolver na Inglaterra para a Copa do Mundo

A Inglaterra teve campanhas promissoras em eliminatórias anteriores, mas nunca havia vencido todos os jogos a caminho de uma Copa do Mundo nem terminado a fase de classificação sem sofrer um gol. O caminho para o torneio do ano que vem pode ter sido relativamente tranquilo, mas a equipe levou a sério o desafio, desenvolvendo uma frieza que culminou em uma vitória suada por 2 a 0 contra a Albânia no jogo final, com dois gols nos últimos 15 minutos.

"Estamos no nosso melhor momento", afirmou o capitão Harry Kane, que já se classificou para seis grandes competições com a Inglaterra. "Vamos para o Mundial como um dos favoritos e temos que aceitar isso. Tem sido assim nos últimos torneios, e faz parte. Estamos evoluindo, tivemos um ano ótimo com o novo treinador, e agora o foco é 2026."

A Inglaterra tem muitos motivos para se empolgar com o próximo ano, onde buscará encerrar um jejum de 60 anos, mirando o primeiro troféu de grande porte desde a Copa do Mundo de 1966, jogada em casa. O otimismo inglês sempre precede os torneios, e enquanto outras nações podem ver isso como arrogância, o entusiasmo atual se justifica: o time tem que ser levado a sério na disputa nos Estados Unidos, México e Canadá.

Contudo, apesar de uma campanha perfeita, Tuchel ainda tem algumas pendências para resolver antes do Mundial em junho. A seguir, as grandes questões que o treinador precisa responder nos próximos sete meses:

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  • Jude Bellingham England 2025Getty

    Como lidar com Jude Bellingham?

    Tuchel aprendeu que, na Inglaterra, a pauta da mídia essencialmente gira em torno de Jude Bellingham, jogue ele ou não. A ausência do meio-campista do Real Madrid no grupo de outubro continuou sendo o assunto principal mesmo após o início dos jogos, e a dúvida sobre sua convocação dominou a preparação para o período de novembro.

    Mesmo impressionando como titular contra a Albânia, Bellingham conseguiu roubar os holofotes de novo, apesar de não ter marcado. Sua reação ao ser substituído foi imediatamente analisada pela imprensa, embora não tenha sido o pior chilique já visto. Bellingham não ficou exatamente feliz em ser tirado antes do fim, mas também não fez um escândalo. Tuchel foi pego de surpresa quando questionado sobre a cena, dizendo que precisaria "revisar as imagens".

    Apesar de parecer não se incomodar com o gesto de Bellingham, Tuchel repetiu seu mantra de que a equipe deve vir em primeiro lugar: "Temos padrões, comprometimento e respeito mútuo. Não vamos mudar nossa decisão só porque alguém está balançando os braços."

    Isso pode ser interpretado como mais uma alfinetada em Bellingham por parte de Tuchel, que já havia revelado, no início do ano, que sua própria mãe achava o comportamento do jogador do Real Madrid "repulsivo". A situação evidenciou que Tuchel ainda não aprendeu a gerenciar Bellingham. Se quiser contar com ele no elenco, precisará abraçar a natureza ultracompetitiva do meia e resistir a dar mais munição para a mídia usar contra o jovem.

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  • Kane England AlbaniaGetty

    Kane-dependência?

    Kane marcou seus gols de número 77 e 78 pela Inglaterra contra a Albânia, superando o total de gols por seleção do saudoso Rei Pelé. Ele balançou as redes em seis dos oito jogos das Eliminatórias e, desde 2019, marcou oito gols a mais do que qualquer outro jogador na Europa (Cristiano Ronaldo é o mais próximo) somando Eliminatórias da Copa e da Euro.

    Kane se tornou ainda mais fundamental com Tuchel, marcando nove gols em nove jogos sob o comando do alemão, o que representa 34% dos gols totais da Inglaterra.

    Mas a pergunta que não quer calar é: o que acontece se Kane se machucar ou estiver suspenso de algum jogo? A Inglaterra se tornou tão dependente dele que Gareth Southgate o escalou nos sete jogos da Eurocopa 2024, mesmo com o atacante visivelmente sem ritmo após uma lesão nas costas. Confiar em Kane agora faz todo o sentido, já que ele vive a melhor fase da carreira, mas a Inglaterra precisa de um plano de contingência caso ele fique indisponível, especialmente porque, até a Copa, ele sentirá o desgaste de sua temporada recorde pelo Bayern de Munique.

    "Não quero pensar em uma Inglaterra sem Harry Kane", disse o ex-zagueiro inglês Conor Coady à BBC Radio 5 Live, e ele não está sozinho. Tuchel sequer convocou outro centroavante de ofício no último grupo, após o corte de Ollie Watkins por lesão, deixando Jarrod Bowen e Marcus Rashford como as únicas "alternativas" caso Kane não estivesse apto. No entanto, será preciso uma opção mais testada no ataque para o próximo ano.

  • England v Serbia - FIFA World Cup 2026 QualifierGetty Images Sport

    Quem deve fazer dupla com John Stones na zaga?

    John Stones foi titular nos últimos quatro jogos da Inglaterra após se recuperar de lesão, e se conseguir se manter em forma até junho, tem vaga praticamente garantida na defesa. Ele oferece à Inglaterra experiência na zaga e qualidade de passe no meio-campo, mas resta saber quem será seu companheiro.

    Dan Burn ficou exposto em vários momentos no jogo contra a Albânia e carece de experiência em grandes torneios. Marc Guéhi parece a opção mais confiável, já que foi um dos jogadores mais consistentes da Inglaterra na Euro, embora o apreço de Tuchel por ele não seja tão evidente. O técnico tirou o capitão do Crystal Palace do time titular no mês passado contra a Letônia sem explicação óbvia e sequer o colocou em campo.

    Uma lesão no pé tirou Guéhi da última convocação. Ezri Konsa, que o substituiu quando suspenso na Euro e na partida contra a Letônia, foi bem contra a Sérvia, mas depois sofreu uma lesão na panturrilha que o tirou da partida contra a Albânia. Jarell Quansah, que estreou contra a Albânia, é a quarta opção no momento.

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  • Latvia v England - FIFA World Cup 2026 QualifierGetty Images Sport

    Laterais em baixa podem ser especulados?

    Embora Tuchel tenha demonstrado pouca preocupação com a opinião pública ao convocar jogadores, algumas opções que ele priorizava acabaram caindo de rendimento por decisões de outros técnicos.

    Myles Lewis-Skelly marcou o primeiro gol da era Tuchel contra a Albânia em março, em meio à sua excelente temporada de estreia pelo Arsenal. Mas desde então, ele perdeu espaço no clube e, por extensão, na seleção. O lateral-esquerdo perdeu a posição para Riccardo Calafiori na hierarquia de Mikel Arteta e só foi titular em quatro jogos nesta temporada, nenhum pela Premier League.

    Tuchel continuou chamando Lewis-Skelly em setembro e outubro, mas desta vez o cortou, em parte porque a boa fase de Nico O'Reilly no Manchester City se tornou impossível de ignorar. O'Reilly jogou os 90 minutos contra Sérvia e Albânia e agora parece ser o favorito para a lateral esquerda titular na Copa, especialmente se Lewis-Skelly continuar esquentando o banco no Arsenal.

    Tuchel agiu mais rápido ao descartar Trent Alexander-Arnold após seu início lento no Real Madrid, tirando-o dos jogos de setembro e não o chamando mais. A Inglaterra tem muitas outras opções na lateral direita, embora Tino Livramento esteja fora com um problema no joelho e Reece James tenha um histórico de lesões complicado, mesmo estando em forma nesta temporada.

    Alexander-Arnold continua sendo uma opção de alto nível, devido à sua visão e capacidade de passe. No entanto, Tuchel, assim como Arteta, está nas mãos do técnico do Real Madrid, Xabi Alonso, que deu apenas três jogos como titular ao ex-lateral do Liverpool nesta temporada.

  • England v Serbia - FIFA World Cup 2026 QualifierGetty Images Sport

    Phil Foden pode ser apenas um reserva de luxo?

    Phil Foden teve um retorno enigmático à seleção, fazendo suas primeiras aparições internacionais desde março. Por um lado, teve boas atuações nas duas partidas, dando assistência para Eberechi Eze contra a Sérvia e adicionando criatividade ao sair do banco contra a Albânia. Por outro, foi reserva nas duas ocasiões, uma situação estranha para uma das principais estrelas do Manchester City.

    Tuchel havia prometido "funções centrais" para Foden e Bellingham ao convocá-los. Por isso, foi uma surpresa ver Foden não começar jogando em nenhum dos duelos. O técnico, no entanto, admitiu que não via como escalar Foden, Bellingham e Kane juntos, já que todos rendem melhor jogando pelo meio. Ele acabou voltando atrás contra a Albânia, mas o trio ficou em campo junto por apenas 22 minutos.

    Será fascinante ver por quanto tempo Foden consegue tolerar ser suplente quando a Copa do Mundo começar. A verdade é que o ideal é ter flexibilidade nas escolhas em vez de tentar encaixar os maiores nomes no mesmo time, mas isso exigirá uma grande demonstração de humildade por parte de Foden.

    O meia já viveu períodos de idas e vindas na escalação do City e, apesar do que conquistou, não há indicação de que ele se ache grande demais para começar no banco. Se Foden estiver disposto a continuar no papel de "reserva de luxo", ele pode ser um recurso incrível para entrar contra equipes cansadas na Copa do Mundo.

  • England v Serbia - FIFA World Cup 2026 QualifierGetty Images Sport

    Quem assume a ponta esquerda?

    É irônico que a Inglaterra tivesse uma ponta esquerda ridícula disponível para a Euro 2024 por falta de opções, mas agora tenha um "problema bom" de talentos no setor. Marcus Rashford vive uma fase inacreditável no Barcelona e, no domingo (16), saiu do banco para dar o passe para o segundo gol de Kane. Já Eberechi Eze pode ter tido uma atuação apagada na Albânia, mas marcou um golaço contra a Sérvia três dias antes e balançou as redes em cada uma de suas últimas três partidas pelos Três Leões como reserva.

    Há também Anthony Gordon, que perdeu esta convocação por lesão, mas foi um dos melhores jogadores da Inglaterra na goleada de 5 a 0 contra a Letônia no mês passado. Tuchel foi ousado ao chamar Rashford em março, após ele ter sido escanteado por Southgate e "banido" do Manchester United por Ruben Amorim. A decisão foi ridicularizada por alguns torcedores do United que estavam cansados de Rashford em seus últimos meses no Old Trafford, mas Tuchel provou que estava certo.

    Rashford e Gordon estão brigando pau a pau pela posição, enquanto Eze parece ser a terceira opção, pois atua mais por dentro, o que também o torna mais versátil e um ótimo jogador para se ter no elenco.

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