Um título vem carregado de grandes histórias. O Tetra do Flamengo na Libertadores da América, seguido pela conquista do Brasileirão, não são diferentes: a vingança sobre o Palmeiras, o infortúnio pessoal de Andreas Pereira, a coroação definitiva de Lima como Meca rubro-negra, o conto de fadas de um Danilo predestinado em finais além de, claro, o peso histórico pela definição de qual clube brasileiro foi o primeiro a acumular quatro Glórias Eternas. Um novo título brasileiro que marca mais uma das temporadas mais vitoriosas da história do clube. E há, também, Filipe Luís.
A vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, na final de 2025, transformou Filipe no nono profissional a ser campeão da Libertadores tanto como jogador quanto como treinador. Enquanto lateral, ele já havia levantado os títulos em 2019 e 2022. Transformado oficialmente em técnico a partir de 2024, foi coroado com o maior título do continente logo em sua primeira tentativa. O que é impressionante por si só, mas o início de sua trajetória fora das quatro linhas é ainda muito mais impressionante.
Pode até ser que algum outro ex-jogador tenha conquistado tantos títulos no seu início de carreira como técnico, mas não é preciso fazer uma pesquisa aprofundada para sugerir que os primeiros capítulos do “Professor” Filipe são os mais impressionantes desde os de Pep Guardiola, pelo Barcelona, em 2008/09. E antes que os leitores não-rubro-negros torçam o nariz pela afirmação, cabe ressaltar: uma coisa seria dizer isso após os primeiros meses de Filipe, em 2024, caindo invariavelmente em um exagero emocional; outra coisa é afirmar isso no final de 2025, agora sim com resultados efetivos em mãos.
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