A seleção brasileira fez o seu pior ciclo visando uma Copa do Mundo, entre 2022 e 2025. Acumulou resultados negativos: derrotas até então inéditas para Marrocos, Japão, goleada sofrida contra a Argentina... e a pior campanha de sua história em Eliminatórias só não ameaçou a presença canarinho no Mundial de 2026 porque, a partir do ano que vem, o maior dos torneios de futebol vai ficar ainda maior, com um total de 48 times.
O Brasil teve Ramón Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior no comando, sem nenhum tipo de projeto básico para montar a seleção. Carlo Ancelotti chegou há cerca de um ano da Copa do Mundo com status de salvador da Pátria por causa do ótimo trabalho em seus últimos anos de Real Madrid, e por sua espetacular parceria com atletas brasileiros durante toda sua trajetória. Mas o futebol profissional do século XXI não permite sucessões de improvisos no mais alto nível.
Isso fica óbvio quando se analisa o empate em 1 a 1 contra a Tunísia, no último compromisso dos canarinhos em 2025. Menos pelo jogo em si, mais por todo o contexto. A empolgação após a boa vitória por 2 a 0 sobre Senegal, dias antes, se evaporou em Lyon. O Brasil teve muito mais volume de bola e de ataque, mas, no geral, foi tão insosso e sem criatividade quanto um texto escrito por inteligência artificial. O futebol é extremamente democrático: você pode ser um time irritante tendo muito ou pouca posse de bola, assim como pode empolgar sendo aquele time que aposta em contra-ataques.
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