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Albania England W+Ls GFXGetty/GOAL

A escalação da Inglaterra para a Copa do Mundo vai se formando - mas ainda dá para ter mudanças no gol?

A Inglaterra já sabia, havia mais de um mês, que estaria na Copa. Para falar a verdade, provavelmente soube disso assim que viu o sorteio dos grupos. Depois de atropelar Sérvia e Letônia por 5 a 0 nas duas últimas viagens ao exterior, Tuchel tinha apenas dois pontos na cabeça ao chegar a Tirana, capital da Albãnia: garantir a campanha perfeita e lapidar o time titular para o Mundial.

O alemão fez uma reformulação quase total no time em relação ao duelo da última quinta-feira (13) contra a Sérvia, repetindo apenas Harry Kane, Declan Rice, John Stones e Nico O’Reilly. Mas o objetivo não era só testar a equipe alternativa: era afinar a formação ideal.

Bukayo Saka e Marcus Rashford entraram bem e justificaram suas presenças ao darem as assistências para os dois gols de Kane. Jude Bellingham, por sua vez, reforçou sua importância com uma atuação dominante, mesmo saindo furioso ao ser substituído. E um nome apareceu como candidato a “intruso” na disputa: Dean Henderson. Titular pela primeira vez desde a derrota para Senegal, em junho, o goleiro mandou um recado claro para Jordan Pickford ao fazer uma partida brilhante e essencial para garantir mais um jogo sem sofrer gols.

A GOAL analisa os vencedores e perdedores no Estádio Air Albania...

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  • Albania v England - FIFA World Cup 2026 QualifierGetty Images Sport

    VENCEDOR: Thomas Tuchel

    Do ponto de vista inglês, Tuchel pode até ser visto como um técnico “de aluguel”, mas acertou todos os alvos até agora. Em apenas 11 meses de trabalho, com oito deles convivendo diretamente com o elenco, ele já deixou sua marca. É o primeiro treinador da Inglaterra a comandar uma campanha perfeita nas eliminatórias de Copa, e seu time é o primeiro de qualquer continente a vencer pelo menos seis jogos sem sofrer gols.

    Mesmo fazendo sete mudanças em relação ao jogo anterior, Tuchel levou o duelo a sério e recorreu às suas peças mais confiáveis no banco para fechar o placar.

    A grande dúvida, de que se a Inglaterra será capaz de bater as seleções mais fortes, só terá resposta na Copa. Talvez apenas a partir das quartas. E os mais críticos vão lembrar que Fabio Capello também teve uma campanha brilhante antes de 2010, mas decepcionou quando a bola rolou no Mundial.

    Ainda assim, a fome com que a equipe buscou vencer nos minutos finais mostra que Tuchel imprimiu sua personalidade extremamente exigente no grupo. É difícil não se empolgar com a cultura que ele construiu em tão pouco tempo.

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  • Eberechi Eze EnglandGetty

    PERDEDOR: Eberechi Eze

    Eberechi Eze ganhou vaga entre os titulares graças ao golaço marcado contra a Sérvia vindo do banco. Mas sua atuação contra a Albânia reforça a sensação de que ele rende mais entrando no segundo tempo do que começando o jogo. Ele gerou pouco perigo na primeira etapa e, logo após o intervalo, perdeu a melhor chance da seleção inglesa ao receber um passe espetacular de Bellingham, mas se enrolar e chutar fraco em cima de Thomas Strakosha.

    Eze saiu pouco depois dos 60 minutos para a entrada de Saka, do Arsenal, acumulando agora três jogos seguidos como titular sem marcar ou dar assistência. Em contraste, marcou gols em suas últimas três partidas pela seleção entrando no segundo tempo: contra a Sérvia e nos dois duelos contra a Letônia.

    Ser visto como um “finalizador eficaz” não é nenhum demérito, e ninguém se surpreenderia se Eze tivesse impacto importante vindo do banco na Copa. Ainda assim, nenhum jogador quer ser rotulado apenas como bom reserva, e ele desperdiçou uma boa chance de mudar essa imagem.

  • Kane England AlbaniaGetty

    VENCEDOR: Harry Kane

    Kane tem a habilidade quase única de passar boa parte do jogo discreto e, de repente, decidir tudo com seu instinto matador. Foi exatamente o que aconteceu. Antes de abrir o placar, ele não tinha finalizado nenhuma vez nem criado chances. Qualquer outro atacante provavelmente teria sido substituído.

    Mas Tuchel conhece como poucos a capacidade do camisa 9 de achar o gol, e manteve o capitão em campo, em uma decisão que se mostrou certíssima. Kane completou de cabeça o escanteio cobrado por Saka e depois desviou o ótimo cruzamento de Rashford. Os dois gols levam o atacante a nove em nove partidas sob Tuchel, com tentos marcados em seis dos oito jogos das eliminatórias.

    Após uma Euro 2024 muito abaixo do esperado, a condição de Kane como capitão e peça principal passou a ser questionada. Mas Tuchel decidiu fazer dele o coração do time e está sendo amplamente recompensado. “A ética de trabalho, a atitude, tudo é excepcional. Quase não tenho palavras. Ele está envolvido em absolutamente tudo o que fazemos. É um líder, e isso fala por si”, elogiou o treinador.

    Quando o assunto é marcar em eliminatórias de Copa e Eurocopa, ninguém chega perto de Kane: são 40 gols desde 2019. O segundo colocado no período é Cristiano Ronaldo, com 32.

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  • Dean Henderson EnglandGetty

    VENCEDOR: Dean Henderson

    Embora Tuchel tente mostrar que ninguém tem vaga garantida, Declan Rice, Kane e Jordan Pickford praticamente asseguraram seus lugares no time titular quando a Inglaterra estrear na Copa do Mundo em junho. Henderson, portanto, tem o azar de disputar uma das posições mais consolidadas do elenco, enfrentando um goleiro que é o titular desde 2018 e um especialista comprovado em disputas de pênaltis.

    Mesmo assim, o goleiro do Crystal Palace aproveitou ao máximo uma rara oportunidade como titular e entregou uma atuação impecável. Henderson fez uma defesa de alto nível para impedir o principal jogador da Albânia, Arber Hoxha, e depois tomou uma decisão ousada, porém correta, ao sair da área para tirar a bola dos pés de Qazim Laci. Se chegasse um segundo atrasado, provavelmente seria expulso, mas o tempo foi perfeito e garantiu à Inglaterra o cobiçado oitavo jogo seguido sem sofrer gols nas eliminatórias.

    "Eu não queria ser o cara que entraria no time e sofreria gol", afirmou. "O Jordan tem sido excelente. Ele é o dono da posição há muito tempo e vem fazendo grandes jogos, o que torna muito difícil superar isso." Pode até ser verdade, mas Henderson mostrou a Tuchel que pode ser o escolhido caso, algum dia, Pickford deixe de ser indiscutível.

  • Morgan Rogers EnglandGetty

    PERDEDOR: Morgan Rogers

    Morgan Rogers foi o grande nome da Inglaterra nos jogos de outubro contra País de Gales e Letônia, aproveitando a ausência de Bellingham e surpreendendo ao se colocar como candidato real à vaga do astro do Real Madrid. Mas quando Bellingham retornou totalmente recuperado da cirurgia no ombro, a pressão sobre Rogers era enorme e, para ser sincero, ele não conseguiu repetir o nível.

    Tuchel avisou antes do duelo com a Sérvia que Rogers e Bellingham não poderiam atuar juntos, deixando claro que seria um ou outro. Rogers foi o escolhido em Wembley, mas fez uma atuação apagada: seus companheiros não encontraram suas infiltrações, e ele acabou substituído por Bellingham aos 65 minutos.

    No domingo (16), ficou fora do time titular e ganhou apenas seis minutos mais os acréscimos para tentar mostrar serviço. Competir com Bellingham por uma posição é uma tarefa gigantesca, e parece que Rogers voltou a descer alguns degraus na hierarquia após não aproveitar o impulso que havia conquistado no mês passado.

  • Albania v England - FIFA World Cup 2026 QualifierGetty Images Sport

    VENCEDOR: Marcus Rashford

    Quando Rashford foi convocado novamente por Tuchel em março, muita gente acreditou que seria algo passageiro. Mas o atacante mostrou valor: não apenas segue no grupo como se tornou um dos jogadores ofensivos mais confiáveis da seleção. Assim que entrou, começou a incomodar o lado direito da defesa albanesa e rapidamente produziu um lance de alta qualidade, cortando para dentro e cruzando com perfeição na cabeça do jogador mais letal da Inglaterra: Harry Kane. Foi a 15ª participação direta em gols da temporada (oito gols e sete assistências) somando clube e seleção, e a sétima em sete partidas consecutivas.

    Há 11 meses, Rashford vivia o momento mais baixo da carreira, após ser afastado do elenco do Manchester United por Rúben Amorim. Hoje, reconstruiu sua trajetória da forma mais impressionante possível, tornando-se peça-chave do Barcelona e uma arma decisiva para a seleção inglesa.

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