Grande parte da atenção em torno do Real Madrid este ano tem se concentrado em uma extremidade do campo – e com razão. Vinícius Júnior e Kylian Mbappé jogando juntos na frente, mas, em grande parte, sem conseguir fazer isso funcionar, têm sido tema de muitos noticiários. Há drama, intriga e vários momentos dignos de destaque.
Colocar os dois melhores pontas-esquerdas do mundo, em, talvez, o melhor time do planeta, e pedir a um deles que transforme completamente a forma como joga é, ao mesmo tempo, cativante e arriscado. Nos melhores momentos, parece dois virtuosos brilhantes trabalhando juntos em harmonia. Nos piores, é futebol juvenil, com crianças correndo pelos mesmos espaços e brigando pela bola.
Mas, de certa forma, o Real Madrid é sortudo. Os jogadores de elite naquele setor – adicionando Jude Bellingham e Rodrygo para completar o quarteto – inevitavelmente acabarão por encontrar uma forma de marcar gols. Pode ser um pouco frustrante de assistir, ou até dramático demais para o próprio bem deles, mas os merengues jamais terão dificuldades para colocar a bola na rede. O verdadeiro problema está, de fato, na outra extremidade do campo.
O Real Madrid sofreu apenas 11 gols na La Liga e outros nove na Champions League, mas é alarmante a facilidade com que sua defesa é penetrada. E, se o time deseja conquistar algo – incluindo a primeira divisão espanhola, que deveria ser praticamente sua – tudo isso precisa mudar. A defesa frágil tende a desmoronar a qualquer momento e precisa ser corrigida.