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Zico Libertadores 81Reprodução

Como foi a campanha do Flamengo na Copa Libertadores de 1981? Artilheiros, elenco e mais

A conquista da Copa Libertadores de 1981 marcou não só o início da era internacional do Flamengo, mas também redefiniu o clube dentro e fora do Brasil. Foi um título que transformou uma geração de jogadores em lendas e consolidou uma era de ouro que é referência para o torcedor rubro-negro.

O time treinado por Paulo César Carpegiani carregava um talento coletivo raro. Zico, Tita, Nunes, Adílio, Andrade e Júnior formavam a espinha dorsal de um time que já havia mostrado sua força no Brasileirão, mas que ainda precisava se provar no continente. A Libertadores de então era muito mais dura do que o formato atual: viagens longas, gramados irregulares, arbitragem caseira e jogos de altíssima intensidade física. E foi nesse cenário que o Flamengo construiu seu primeiro título.

Da estreia irregular ao crescimento na segunda fase, passando pela semifinal equilibrada com o Deportivo Cali e culminando na decisão contra o Cobreloa, o Flamengo foi reunindo argumentos técnicos, táticos e emocionais para levantar a taça. É uma trajetória que explica por que 1981 segue tão vivo na memória do clube.

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  • Fase de grupos

    O Rubro-Negro caiu no Grupo 3, ao lado de Atlético-MG, Cerro Porteño e Olimpia. A chave foi acirrada desde o início, com Flamengo e Atlético empatando em pontos após seis rodadas — ambos fecharam com oito pontos. Como apenas um avançaria, o regulamento determinava um jogo extra em campo neutro.

    Esse duelo, disputado no Serra Dourada, se transformou em um dos episódios mais controversos da história da Libertadores. Após faltas duras, discussões e descontrole generalizado, o Atlético terminou com cinco jogadores expulsos. Com número insuficiente para seguir a partida, a equipe mineira sofreu W.O., e o Flamengo foi declarado vencedor.

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  • Semifinais

    Na semifinal, o Flamengo caiu no Grupo A com Deportivo Cali (COL) e Jorge Wilstermann (BOL). E foi nessa fase que o time mostrou seu melhor futebol.

    O Rubro-Negro venceu os quatro jogos disputados, demonstrando superioridade técnica em todos os cenários:

    – 1 a 0 contra o Deportivo Cali, na Colômbia;

    – 2 a 1 sobre o Jorge Wilstermann, na altitude de Cochabamba;

    – 4 a 1 no Wilstermann, no Maracanã;

    – 3 a 0 no Deportivo Cali, novamente no Rio.

  • Final

    O adversário na decisão seria o Cobreloa, sensação do torneio e que também estreava na Libertadores. Os chilenos eliminariam Nacional e Peñarol — dois gigantes continentais — e chegariam à final com estilo de jogo físico, por vezes agressivo, que marcaria o confronto.

    O primeiro jogo aconteceu no maracanã e diante de mais de 100 mil torcedores, Zico comandou o time, marcou dois gols e garantiu a vitória na abertura da final. O Cobreloa até diminuiu, mas o Rubro-Negro saiu com vantagem. 2x1.

    Já partida no Estádio Nacional ficou marcada pela violência dos chilenos. Jogadores rubro-negros foram agredidos — Lico levou pontos na orelha; Adílio saiu machucado após um golpe. O Flamengo, no entanto, manteve o foco, apesar da derrota por 1 a 0.

    Com uma vitória para cada lado, a decisão foi para o jogo extra.

    O jogo do título foi em Montevidéu, 23 de novembro de 1981 . No Estádio Centenário, o Flamengo escreveu seu nome na história. A escalação que ficou marcada na memória do torcedor, novamente teve Zico como referência — o camisa 10 marcou os dois gols da vitória por 2 a 0, um em cada tempo, garantindo o primeiro título rubro-negro da Libertadores.

    O placar coroou uma geração que jogava junto há anos, com convívio construído na Gávea e extremo entrosamento. A conquista também credenciou o clube a disputar o Mundial Intercontinental, vencido semanas depois contra o Liverpool, em Tóquio.

  • Os relacionados para a final de 1981

    O Flamengo de 1981 tinha uma espinha dorsal histórica: Raul Plassmann; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade e Adílio; Tita, Zico e Lico; Nunes. Técnico: Paulo César Carpegiani (Dino Sani iniciou a campanha). A maioria formada na base do clube, compondo uma geração que conquistaria ainda os Brasileiros de 1982, 1983 e 1987.

  • Artilheiro da Libertadores de 1981

    Zico terminou como artilheiro da competição, com 11 gols. Foi eleito o craque do torneio e se consolidou como maior ídolo da história do Flamengo.

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