Não foi surpresa ver o presidente de LaLiga, Javier Tebas, apoiar o Barcelona e afirmar que a multa rescisória para Lionel Messi deixar o clube é de 700 milhões de euros (cerca de R$ 4,5 bilhões). Afinal, o dirigente havia falado que a saída de Cristiano Ronaldo não era uma ameaça para LaLiga, mas se mostrou preocupado com a popularidade do Espanhol sem o seis vezes melhor do mundo.
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"A transferência de Cristiano, apesar de irritar o Madrid, quase não teve impacto porque a La Liga passou anos garantindo que a marca transcendesse os jogadores", disse ele à RAC1 em junho. “Mas o caso do Messi é diferente”.
“Messi é o melhor jogador da história do futebol. Tivemos sorte de tê-lo em LaLiga por toda a sua carreira. Acho que você notaria a saída de Messi - especialmente se ele fosse para outra liga”.
Se Messi realmente sair, nenhum dos dez melhores jogadores do mundo no ano passado estarão em LaLiga. Mas além do Campeonato Espanhol, qual o seria o impacto de sua saída para o Barcelona e para a visibilidade global da equipe? O Barça se orgulha de ser ‘mais que um clube’, mas será que isso ainda é verdade?
Não foi apenas Messi que ficou profundamente desiludido com a forma como o Barcelona vem sendo dirigido por Josep Maria Bartomeu. Muitos torcedores estão igualmente preocupados com a maneira como o nome do clube foi arrastado pela lama durante a gestão de Bartomeu e de seu antecessor e confidente próximo, Sandro Rosell.
Mas além da crise interna, dos escândalos políticos , da saída de Neymar e do dinheiro mal gasto em contratações nas últimas temporadas, muitos fãs nunca perdoaram o clube por não ter apoiado seu povo durante o referendo da independência catalã de 2017.
Uma instituição social tão intimamente associada à luta pela liberdade tornou-se escrava das grandes empresas e de acordos comerciais.
O caso de Messi apenas intensificou o pânico em torno da situação econômica do Barça. Perder o melhor jogador do mundo já seria ruim para os negócios, perdê-lo de graça , porém, seria catastrófico.
De acordo com as informações, o seis vezes melhor do mundo quer chegar a um acordo amigável com o clube , talvez com o City concordando em pagar alguma quantia em dinheiro . Porém, Bartomeu insiste que a multa rescisória seja paga em sua totalidade.
Mas o Barça claramente perdeu todo o controle da situação, e é Messi quem deve ditar as regras. No fim das contas, estamos vivendo na era do poder do jogador, e não há jogador mais poderoso do que ele.
InstagramÉ claro que Bartomeu não quer ser lembrado como o homem que deixou Messi sair, mas isso já parece inevitável. O dirigente está fazendo de tudo para que isso pareça culpa de Messi, quando, na verdade, o presidente é o grande responsável pela bagunça.
Sua má gestão do clube não decepcionou apenas Messi, mas todos os torcedores culés. Consequentemente, o Barça agora corre o risco de perder uma fatia significativa desses fãs.
Há um velho ditado no mundo do futebol que diz que "nenhum jogador é maior que o clube", mas está enraizado em uma época passada. A era moderna é bem diferente.
Como Tim Bridge, autor da Deloitte Football Money League , disse à Goal : "Mais e mais fãs de futebol hoje em dia seguem jogadores em vez de times. Eles amam a maneira como jogam ou simplesmente amam a personalidade, a imagem".
Messi tem mais seguidores no Instagram do que o Barcelona, por exemplo, e não há dúvida de que o clube se tornará muito menos atraente para patrocinadores e turistas do futebol sem o craque argentino. Em 16 anos na Catalunha, o extraterrestre do futebol é responsável por mais de um terço (33) dos troféus da história culé (94) .
Claro, se a reconstrução dos Blaugrana for um sucesso, eles continuarão sendo um dos maiores do futebol, mas é difícil ver isso acontecendo no curto prazo. É como disse Mascherano em 2017: "O clube é maior do que qualquer treinador, do que qualquer jogador... exceto Leo. Essa é a realidade e você tem que aceitar isso".






