Neste sábado (8), a partir das 16h30 (de Brasília), um novo capítulo da história do Campeonato Paulista será escrito, seja com o tetracampeonato do Corinthians, ou com o fim do jejum do Palmieras de títulos estaduais. E para a partida, com os ataques em baixa, as duas equipes apostam em suas defesas, mesmo com Tiago Nunes e Luxemburgo no banco de reservas, dois treinadores reconhecidamente ofensivos.
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No início do ano, o sistema defensivo era um dos grandes problemas da equipe do Corinthians. Porém, todos sabiam que Tiago Nunes havia sido contratado para mudar a filosofia de jogo recente do clube, que “sabia sofrer”, mas marcava poucos gols. Porém, com a pressão após resultados negativos, o treinador parece ter dado mais atenção à defesa da equipe, principalmente após o retorno do futebol em São Paulo.
Gabriel - primeiro volante de marcação, com características que Tiago não utilizava no início do ano -, entrou no time titular e parece ter seu lugar garantido. Ederson, Cantillo e Camacho, volantes com mais saída de jogo, devem disputar a segunda vaga no meio de campo.
Danilo Avelar foi deslocado para a zaga e vem sendo um dos destaque do Timão ao lado de Gil. Carlos Augusto, revelado no “Terrão”, sempre se destacou por sua intensidade defensiva - jogava até mesmo de zagueiro nas categorias de base -, e também virou titular absoluto, colocando Sidcley e Lucas Piton, dois laterais bem mais ofensivos, no banco de reservas.
Ramiro também voltou ao time titular jogando aberto pela direita, para ser o ponto de equilíbrio do time, se destacando mais pela marcação e pela entrega do que pela capacidade de marcar gols.
Desde que todas essas mudanças foram feitas, o Corinthians entrou em campo cinco vezes e ainda não foi vazado, mesmo enfrentando duas vezes o Palmeiras e uma vez o Bragantino.
Rodrigo Coca/Agência CorinthiansFoto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Luxemburgo também parece ter optado mais pela segurança defensiva, principalmente desde que perdeu Dudu, seu principal atacante. O meio de campo não conta mais com nomes como Lucas Lima, Raphael Veiga ou Gustavo Scarpa, jogadores criativos mas com baixo poder de marcação. Agora, o treinador optou por colocar no time titular meias que sabem jogar, mas com bom poder de marcação e alto vigor físico. Assim, Ramires, Patrick de Paula e Gabriel Menino assumiram a titularidade.
Na primeira final contra o Corinthians, inclusive, Zé Rafael foi escalado pela esquerda, não porque seria uma grande arma para o ataque, mas para acompanhar as subidas de Fagner, uma das válvulas de escape da equipe de Tiago Nunes.
Com as mudanças a defesa também melhorou e, desde o retorno do Paulistão, a equipe sofreu apenas dois gols em cinco partidas, um deles justamente para o Corinthians.
Mas se a defesa vai bem, o ataque Alviverde nos clássicos chama a atenção. Neste Paulistão, a equipe de Luxemburgo ainda não marcou um gol sequer em seus rivais - foram três empates sem gols contra Santos, São Paulo e Corinthians, e uma derrota por 1 a 0 para o Timão.
SE PalmeirasFoto: SE Palmeiras
Com as defesas em alta e os ataques contestados, não seria surpresa se a grande final do estadual terminasse em um empate sem gols, o que levaria a decisão para os pênaltis - quatro dos últimos seis Derbys em finais foram decididos nas penalidades.
Caso isso aconteça mais uma vez, os dois times contam com a boa fase de seus goleiros. De um lado, Cássio dispensa comentários e tem total confiança da equipe e dos torcedores. Do outro Weverton também vive grande momento e foi o grande responsável por segurar o empate de 0 a 0 na primeira final
Luxemburgo e Tiago Nunes até gostam do jogo ofensivo, mas a preocupação com o título parece ser maior neste momento. É verdade que em um Derby com tanta coisa em jogo tudo pode acontecer, mas as defesas é que devem ditar o ritmo da final do Paulistão 2020.





