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Pênalti vira símbolo de recomeço para Vini Jr., e Ancelotti explica escolha contra a Austrália

O pênalti convertido por Vinícius Júnior na vitória do Brasil por 4 a 2 sobre a Austrália, nesta terça-feira (29), ganhou um significado especial para o ponta. Mesmo com Bruno Guimarães em campo, o jogador do Real Madrid foi escolhido por Carlo Ancelotti para assumir a cobrança aos 34 minutos do segundo tempo. Antes da decisão, Vini conversou com o volante, que é o cobrador da seleção quando Raphinha não está em campo, e recebeu o aval para bater.

A escolha também trouxe de volta uma situação que marcou a Copa do Mundo. Na eliminação do Brasil para a Noruega, por 2 a 1, nas oitavas de final, Bruno Guimarães foi o responsável por cobrar um pênalti ainda no primeiro tempo e desperdiçou a oportunidade. Naquela partida, Raphinha estava lesionado e não entrou em campo, enquanto Vini Jr. era titular e artilheiro da equipe, com quatro gols na competição. Na época, episódio levantou questionamentos sobre a definição do cobrador da seleção.

Contra a Austrália, porém, Ancelotti optou por uma mudança pontual. Raphinha havia convertido o primeiro pênalti do Brasil, mas deixou o campo no intervalo. Como Bruno já havia marcado um gol na partida, o treinador entendeu que era o momento de Vini assumir a responsabilidade e recuperar a confiança.

"Bruno Guimarães já havia marcado um gol. Quem bate os pênaltis é o Raphinha, que bateu o primeiro e o segundo era Bruno, mas ele já tinha marcado. Então, acho que o Vini merecia marcar um pênalti. Ele bateu bem e marcou", explicou o técnico após a partida.

A decisão veio em um momento de busca por recuperação de Vini Jr., que vinha sendo alvo de críticas da imprensa espanhola após atuações abaixo do esperado pelo Real Madrid antes da convocação para a Data Fifa. O próprio atacante reconheceu a necessidade de voltar a marcar e revelou que teve uma conversa com Bruno antes da cobrança.

"O Bruno é o que bate pênalti para nós quando o Rapha não está em campo. Eu achei que ele queria bater, mas ele sabe que eu estou precisando de um pouco de confiança. Tinha alguns jogos que eu não fazia gol. É importante voltar a marcar", afirmou Vini Jr.

O gol de Vini Jr. representou seu 14º pela seleção brasileira e fez do camisa 7 o artilheiro isolado da Era Ancelotti, com oito bolas na rede (sendo quatro destas na Copa de 2026) sob o comando do italiano. Estêvão aparece na segunda posição da lista, com cinco gols, todos anotados ainda em amistosos e nas Eliminatórias para a Copa do Mundo.

Depois de uma Copa do Mundo em que finalmente se afirmou como o principal jogador do Brasil, concretizando uma expectativa que demorou a se confirmar, Vini inicia o ciclo para 2030 como uma das referências da seleção. A confiança de Ancelotti para entregar a cobrança ao camisa 7 pode representar um recomeço não só para o ponta, mas também para uma seleção que, em 2026, acabou eliminada justamente após uma decisão equivocada sobre seu cobrador de pênaltis.

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