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Pedrinho sobe o tom contra gestão do Maracanã e promete seguir na briga pelo estádio

O Vasco vive mais um capítulo da disputa pelo direito de utilizar o Maracanã. Após uma série de negativas aos pedidos do clube em 2026, o presidente Pedrinho voltou a criticar a gestão do estádio e afirmou que pretende seguir na briga pela utilização da arena. O dirigente também anunciou que pretende rever a situação da concessão do Maracanã, atualmente administrada pelo consórcio formado por Flamengo e Fluminense.

O principal ponto de conflito neste momento é a definição do palco para Vasco x Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana, marcada para o dia 20 de outubro. O clube recebeu uma negativa do consórcio para atuar no Maracanã e recorreu à Justiça, mas teve pedidos de urgência rejeitados em diferentes instâncias. Nesta terça-feira (6), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro também negou o efeito suspensivo solicitado pelo Vasco, mantendo a indefinição sobre a utilização do estádio.

Ao explicar a posição do clube, Pedrinho afirmou que o Vasco acaba ficando sem alternativa quando não consegue atuar em São Januário por questões de segurança e também encontra resistência para utilizar o Maracanã. O presidente reforçou que, na visão dele, o clube não está fazendo um pedido especial, mas tentando exercer um direito previsto no acordo firmado para a utilização do estádio.

"O critério técnico do Maracanã é muito simples. Eu quero jogar em São Januário, aí o Bepe não me garante a segurança. Sempre agradeci muito ao Bepe e continuo agradecendo, mas como eu já falei em outras entrevistas, me assusta muito a gente não conseguir jogar um clássico se a gente joga todos os jogos em São Januário. O Vasco leva uma desvantagem no Campeonato Brasileiro como mandante em duas partidas, não joga como mandante em duas partidas. Mesmo sendo mandante no Maracanã quando é exercido esse direito", disse.

Pedrinho também lembrou que o acordo para o uso do Maracanã foi construído a partir de uma negociação com o Flamengo e envolveu direitos relacionados aos mandos de campo, vestiários, ingressos, estacionamentos e camarotes, além das quatro partidas anuais. Para o presidente, a utilização do estádio apenas na final da Copa do Brasil de 2025 não corresponde ao que havia sido estabelecido.

"Eu sou proibido de jogar em São Januário, aí eu solicito o Maracanã. E é bom deixar claro que eu não estou pedindo. Eu tenho um contrato que me dá direito a quatro jogos em 2025, quatro jogos em 2025. No ano passado, eu usei uma vez. Sabe quando foi? O último jogo de todos os campeonatos que existiam no Brasil, por isso que não tinha desculpa do gramado. Joguei a final da Copa do Brasil contra o Corinthians", afirmou.

Em 2026, o Vasco acumula quatro negativas a pedidos para atuar no estádio: contra Vitória (Copa do Brasil), Palmeiras (Brasileirão), Santa Fe (Copa Sul-Americana) e Boca Juniors (Copa Sul-Americana). Segundo o consórcio, as recusas estão relacionadas principalmente às condições do gramado, ao calendário e à operação do estádio.

Diante das negativas, o presidente vascaíno afirmou que entende que o clube está sendo pressionado a atuar em locais que não escolheu. Pedrinho questionou a sequência de vetos e disse que pretende continuar contestando a situação.

"O que que eles estão fazendo? Me sufocando, me empurrando, para eu jogar onde eles querem que eu jogue? Eles vão vetando os lugares e vão me tirando a possibilidade de eu exercer o meu direito?", questionou Pedrinho.

Na sequência, o presidente do Vasco ampliou o tom das críticas e afirmou que pretende rever a situação do consórcio responsável pela administração do Maracanã: "Fica já, com muita humildade, um aviso para todas as pessoas. Se o Vasco passou um período sem representatividade e isso está incomodando, vai incomodar muito mais, inclusive com relação ao consórcio do Maracanã, com a licitação. Eu vou rever isso. Pode ter certeza absoluta. Por que eu tenho casa, eu não tenho direito de rever? Vou rever, sim, senhor. Se isso está incomodando, se o Vasco voltar ao seu trilho... Não tô falando sobre título, mas sobre reestruturação institucional. Como eu já falei, eu não prometo título, não prometo vitória, eu prometo trabalho."

Ainda que exista o impasse quanto ao palco do jogo da volta, a partida de ida da semifinal da Copa Sul-Americana de 2026 contra o Boca Juniors está marcada para a terça-feira (13), às 21h30 (de Brasília), na Bombonera, em Buenos Aires. Já a volta será no dia 20 de outubro, também às 21h30, com mando do Vasco, mas ainda sem estádio definido.

Antes disso, porém, o Vasco terá sua primeira partida após a Data Fifa nesta terça-feira (7), contra o Botafogo, às 20h (de Brasília), no Estádio Nilton Santos, pela 29ª rodada do Brasileirão.

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