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Neymar CoutinhoGetty Images

Neymar e Coutinho correram juntos atrás de Eto’o… e agora duelam na Champions

Samuel Eto’o havia acabado de ser campeão com o Barcelona da Liga dos Campeões 2005/06 quando, de passagem pelo Aeroporto de Barajas, em Madrid, foi surpreendido por dois atônitos jovens brasileiros de aproximadamente 15 anos.

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Sempre humilde e solicito, o craque camaronês, que, aliás, fez o primeiro gol que abriu o caminho para a vitória heróica por 2 a 1 diante do Arsenal, em Paris, parou por alguns minutos e atendeu a dupla que vestia o uniforme da seleção brasileira.

As palavras do ídolo do Barça ficaram na memória daqueles que agora, aproximadamente 14 anos depois, vão disputar exatamente o título da mesma competição, desta vez em Lisboa: Neymar, no PSG, e Philippe Coutinho, no Bayern de Munique.

“Estávamos todos sentados no salão de embarque, quando, de repente, eles saíram correndo atrás do Eto’o, que foi muito simpático e conversou com todos os fãs. É o tipo de momento que as crianças carregaram para sempre, um exemplo de respeito e compromisso com a juventude. Símbolo de representatividade”, recordou Lucho Nizzo, então treinador da seleção sub-15.

Adversários nas divisões de base, nos confrontos entre Santos e Vasco, Neymar e Coutinho criaram um forte laço de amizade a partir do momento que passaram a vestir a camisa canarinha.

“Andavam juntos para cima e para baixo. Viajavam lado a lado no ônibus e no avião, ficavam sempre no mesmo quatro, comiam juntos. Eram - e ainda são - muito parceiros”, destacou Nizzo, que atualmente treina a equipe profissional do Goytacaz Futebol Clube, do Rio de Janeiro.

Retraído e mais conhecido como “Filho do Eurico”, em alusão ao já falecido Eurico Miranda, histórico presidente vascaíno, Philippe Coutinho, na verdade, acabou por ser o responsável pela integração imediata de Neymar. Foi dos primeiros a participar no grupo e prontamente abriu caminho para o “Filé de Borboleta”.

“O Coutinho sempre foi mais na dele, muito tímido, já o Neymar era mais para frente, queria cativar a todos. Fizeram por merecer tudo o que construíram na carreira”, elogiou Willen Mota, que foi companheiro da dupla na base da seleção e atualmente está no futebol da Tailândia.

Neymar CoutinhoGetty Images

Curiosamente, Philippe Coutinho e Neymar não chegaram a jogar contra como profissionais, nem mesmo no Brasil. O primeiro saiu mais cedo para jogar na Europa, em 2010, negociado com a Inter de Milão. O segundo, por sua vez, teve a transferência acertada para o Barcelona em 2013.

Cresceram, conheceram o sucesso, tiveram altos e baixos e… seguiram juntos na seleção brasileira, numa parceria que dura até os dias de hoje. Mas sempre a distância nos gramados do Velho Continente. Nunca como adversários.

Quis o destino que o primeiro duelo entre eles tivesse como grande palco a decisão da Liga dos Campeões 2019/20. Para o mundo todo ver. Para Samuel Eto’o seguramente aplaudir o legado deixado.

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