Andreas Pereira vive um bom momento no seu retorno à Inglaterra, defendendo a camisa de um Fulham que surpreende no Campeonato Inglês. Um dos líderes de assistências da competição, a esperança do meia é aproveitar a chance para enfim conseguir deslanchar no futebol europeu. Mas se você acha que ele esqueceu do Flamengo, está bastante enganado. Em entrevista ao The Guardian, Andreas relembrou o trauma causado pela queda que sacramentou o título de Libertadores do Palmeiras sobre os rubro-negros, em 2021, e revelou ter ido às lágrimas após receber uma ligação de David Luiz após o título sul-americano conquistado pelo Fla em 2022.
“Foi doloroso (...) Eu sentia que estava fazendo um dos meus melhores jogos. Acontecer aquilo no último minuto, foi difícil. Mas acho que aconteceu por um motivo. Eu assumo a culpa, sem problemas. Dei a volta por cima. Era isso que eu queria mostrar para os rapazes ali. E aconteceu, acabou, vamos ganhar no ano que vem”, relembrou o ex-flamenguista, que revelou ter tido conversas com o zagueiro David Luiz antes e depois da final vencida pela equipe carioca em 2022, contra o Athletico-PR.
“Eu liguei para ele antes do jogo (...) Disse: ‘é bom vocês ganharem, porque eu quero a minha medalha’. Eles ganharam e foi incrível. Existe muita pressão ali, são 40 milhões de torcedores. Eles me crucificaram porque eu cometi um erro. Diziam que eu não conseguiria mais fazer nada. Eu joguei (na Libertadores de 2022) e no final das contas eles foram campeões. Eu joguei toda a fase de grupos e as quartas de final. Ainda sinto parte daquilo”, explicou Andreas, que segundo a matéria chorou após receber uma ligação de David Luiz já com o título da Libertadores de 2022 nas mãos do Flamengo.
Getty ImagesUm ponto curioso da entrevista também foi a comparação feita por Andreas entre o futebol europeu e sul-americano: “em relação a qualidade, é o mesmo nível da Europa (...) Os jogadores são muito técnicos. É difícil fazer um desarme porque eles podem driblar. Talvez exista uma falta de intensidade. Mas entendo que não tenha intensidade quando você joga sob 40º. Depois de dois ou três tiros de corrida você fica sem fôlego. Foi o que eu senti”.
“No primeiro jogo de Libertadores que jogamos, jogamos fora de casa no Equador, um voo de seis horas. O gramado estava muito seco, um pouco de altitude, uma atmosfera hostil. Pensei: ‘não é só aparecer e ser bom’. É muito difícil jogar na América do Sul. As pessoas subestimam isso”, concluiu.





