Enquanto o mundo volta sua atenção para a eleição presidencial dos Estados Unidos, o Brasil vive a sua própria confusão em forma de eleição. O pleito para decidir o novo dirigente do Vasco está envolto em reviravoltas, disputas e conflitos.
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Causando alvoroço há algum tempo, a eleição presidencial do Vasco já passou por diversas reviravoltas, inclusive no âmbito judicial. Na noite da última sexta-feira (6), a liminar que previa votações online no dia 14 para decidir o novo dirigente cruz-maltino foi derrubada, deixando a data do pleito para o sábado (7), de maneira presencial.
Já nas primeiras horas de votação em São Januário foram registradas filas enormes, eleitores sem máscaras e falta de distanciamento, que chamavam a atenção. O desrespeito às normas de segurança solicitados pela Secretaria Municipal de Saúde foi um ponto bastante citado em reclamações.
Logo em seguida, começaram algumas confusões com agressões físicas. Segundo o GE.com, perto das 14h, Luis Manuel Fernandes, apoiador Luiz Roberto Leven Siano, foi agredido por Rodrigo Stockler, membro da chapa Sempre Vasco, cujo candidato é Julio Brant.
Luis Manuel deixou São Januário para prestar queixa contra Rodrigo Stockler, na 17ª DP, em São Cristóvão: "Confirmo que levei um soco no rosto e estou indo com dezena de testemunhas à 17ª DP para prestar queixa. Ele veio dizer que eu tinha de me retirar do recinto por estar sem crachá (todos me conhecem no clube, e o crachá estava no meu bolso). Eu disse que ele não tinha autoridade para me retirar do recinto, e em ele seguida me agrediu. Há dezenas de testemunhas, inclusive o próprio presidente Campello".
Horas antes, em outra confusão, Francisco Villanova, vice-presidente do Departamento de Desportos Terrestres, foi flagrado agredindo um membro da Chapa Roxa.
Além disso, minutos antes do início da eleição, Roberto Monteiro, presidente do Conselho Deliberativo do Vasco, teve uma discussão pesada com dois conselheiros do clube - Otto Carvalho e Carlos Fonseca -, integrantes da chapa Mais Vasco. Em vídeo publicado pelo perfil News Colina, Monteiro ataca Fonseca: "Quero que você se f..."
Enquanto isso, outra disputava se travava no âmbito jurídico. O candidato Jorge Salgado e Faués Cherene Jassus Mussa, presidente da Assembleia Geral, dois dos principais atores da política vascaína se movimentaram para tentar interromper a eleição, que já estava em andamento.
Segundo o GE.com, Moussa queria que a decisão da noite de sexta, para que o pleito fosse realizado já neste sábado, fosse reconsiderada, já que, em seu entendimento, não havia tempo hábil para a realização. Enquanto isso, Já Jorge Salgado prepara uma ação junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Por conta do impasse causado com o pedido de Moussa, segundo o atual presidente Alexandre Campello, o início do pleito atrasou. O primeiro voto foi dado apenas às 10h, ao invés das 9h, como estava marcado.
E, se nos Estados Unidos Joe Biden foi eleito presidente, a eleição vascaína ainda pode demorar bem mais para ser definida.


