Após ficar próxima de viver uma tragédia dentro de campo com o drama de Christian Eriksen, contra a seleção da Finlândia, a Dinamarca seguiu firme na Euro 2020, se classificando para a segunda fase da competição. Neste sábado (26), os dinamarqueses deram mais um passo na competição, ao golear País de Gales por 4x0, e se garantirem nas quartas de final.
Apelidada de "Dinamáquina" no Brasil, já se acostumou a fazer boas campanhas nos últimos tempos e chegou até as oitavas de final da última Copa do Mundo, em 2018, quando foi eliminada pela vice-campeã Croácia nos pênaltis.
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Alguns podem se perguntar, então: por que uma seleção que não está entre as melhores do mundo tem um apelido tão "imponente"?
Getty ImagesA resposta pode ser encontrada se analisarmos a trajetória da maior geração da história do futebol do país. Durante o final dos anos 80 e o começo dos anos 90, o país nórdico conseguiu encontrar um bom número de talentos, montou uma seleção interessante e conseguiu resultados inéditos.
Classificada pela primeira vez para uma Copa do Mundo, em 1986, a seleção dinamarquesa, que tinha Laudrup e Elkjaer, caiu em um grupo considerado difícil, com Alemanha Ocidental e Uruguai, ambas bicampeãs naquela época, além da Escócia. Mesmo assim, a seleção, pouco conhecida na ocasião, terminou a primeira fase com três vitórias em três jogos, uma goleada histórica contra o Uruguai e a primeira colocação do grupo.
Rapidamente, então, os dinarmarqueses se tornaram a sensação do torneio: semifinalistas da Euro em 1984, jogavam um futebol veloz e envolvente. Assim, a geração de Elkjaer, Olsen e um jovem Laudrup, entre outros, ficou conhecida como "Dinamáquina".
O final da história, ao menos naquela Copa, porém, seria trágico. Classificada para as oitavas de final com a melhor campanha da competição, se colocou entre as favoritas no mata-mata, mas caiu contra a Espanha e acabou sendo goleada por 5 a 1, com quatro gols de Emilio Butragueño.
Foi a única Copa do Mundo daquela geração, já que a Dinamarca só retornou ao torneio em 1998. Mas mesmo assim, a "Dinamáquina" entrou para a história por um feito que até hoje nunca fora repetido.
Classificada para a Euro 1992 como grande zebra, após a dissolução da Iugoslávia liberar uma última vaga para o torneio, sem Michael Laudrup, seu principal jogador, passou na segunda colocação de um grupo que também tinha Suécia, França e Inglaterra, eliminou a Holanda nas semifinais e venceu a toda poderosa Alemanha na grande decisão, por 2 a 0. Até hoje, a campanha dinamarquesa é considerada uma das maiores zebras da história do futebol de seleções.

