O início de trabalho de Fernando Diniz no Corinthians já oferece sinais claros — alguns animadores, outros preocupantes. Em oito jogos à frente da equipe, o treinador acumulou sete partidas de invencibilidade, sequência interrompida na derrota para o Mirassol, fora de casa, pela última rodada do Brasileirão. O revés, porém, não foi apenas mais um resultado negativo: expôs, talvez de forma mais contundente, a pior atuação do time sob seu comando.
Desorganizado, pouco criativo e sem presença ofensiva, o Corinthians praticamente não conseguiu competir no ataque. O cenário preocupa ainda mais quando colocado em perspectiva: são apenas três vitórias em 14 jogos no Campeonato Brasileiro de 2026, campanha que mantém o clube na 17ª posição da zona de rebaixamento. O desafio de Diniz, portanto, vai além da proposta de jogo: passa pela urgência de fazer o time reagir na competição de pontos corridos.
A derrota recente escancarou um problema que já vinha sendo percebido: apesar de bons resultados pontuais, especialmente na Copa Libertadores 2026, onde a equipe mostra eficiência, o setor ofensivo ainda é um entrave. A falta de criatividade e contundência coloca em risco o equilíbrio da temporada e acende um alerta conhecido. Em 2025, sob o comando de Dorival Júnior, o Corinthians também brilhou em mata-matas, mas sofreu no Brasileirão — um roteiro que ameaça se repetir caso ajustes não sejam feitos rapidamente.









