No dia em que apresentou Messidoro à imprensa, o vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Bruno Vicintin, explicou por que aceitou a transferência de Ramón Ábila para o Boca Juniors, da Argentina.
O dirigente garante que a saída se deu por conta de um pedido do jogador, que pretendia defender a equipe de Buenos Aires desde a infância. Ele garante também que a dívida de 1,5 milhão (R$ 4,72 milhões na cotação atual) também influenciou na negociação do centroavante de 27 anos.
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“A gente teria que pagar uma parcela do Ábila e assumir uma dívida maior na frente. O jogador nos procurou na época que eu estava nos Estados Unidos por problemas familiares e falou que tinha um interesse de ir para o Boca, que era um sonho de criança dele. Não estava sendo utilizado como titular. Então conversamos e entendemos que assumir uma divida alta para um jogador que era muito importante para gente, mas que não estava sendo utilizado, e chegamos à conclusão de negociar”, revelou o cartola.

(Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)

A chegada de Messidoro, apresentado na manhã desta sexta-feira (11), também foi uma das justificativas de Vicintin: “O Boca nos enviou uma lista de 10 jogadores, pedimos outros dois, a negociação veio e voltou, e decidimos pelo empréstimo de 18 meses do Messidoro. Ao invés da gente pegar um segundo jogador, chegamos a um denominador comum de ficarmos com uma porcentagem do Ábila visando futura venda (15% de participação)”.
Em sua primeira entrevista coletiva, o meia-atacante de 20 anos revelou quais são as suas características e demonstrou felicidade por defender o time de Belo Horizonte:
Light Press/Cruzeiro
(Foto: © Cristiane Mattos/Light Press/Cruzeiro)
Light Press/Cruzeiro“Na verdade, minhas características são de fazer jogar a equipe e de ajudar a defender. Espero ter um bom período aqui. Estou muito contente, é um clube muito grande. Espero contribuir ao máximo possível para o time conseguir bons resultados”, disse Messidoro, que descartou qualquer semelhança com Lionel Messi, seu quase xará:
“Apenas uma parte do sobrenome, nada mais. E como sempre digo, Messi há um só e não haverá outro”, concluiu.



