A saída de Valdir Espinosa do Grêmio teve mais um capítulo, nesta sexta-feira (11). Ele divulgou uma nota oficial para rebater informações divulgadas pela diretoria do Grêmio.
Espinosa anunciou que tinha sido demitido nesta quinta-feira (10). Ele não deu detalhes dos motivos, mas o vice-presidente de futebol gremista, Odorico Roman, apresentou a versão do clube em entrevista ao Globoesporte.
"Tínhamos uma programação de um trabalho na base para fomento de bons jogadores. A base é o setor mais importante para um clube, não só esportivamente, na parte financeira, também. Muito mais barato do que contratar. Ele (Espinosa) se sentia desconfortável com isso. Mostrou inconformidade com isso nas próprias entrevistas", disse Roman.
Por isso, na nota oficial desta sexta, Espinosa afirmou que esse trabalho nas categorias de base era algo extra que ele fazia. A função natural dele era com o time profissional.
Veja a nota na íntegra:
Gostaria de esclarecer algumas coisas que estão sendo veiculadas como motivos da minha demissão do Grêmio.
É importante frisar que fui contratado para trabalhar com a equipe profissional do Grêmio. Participei da escolha do Renato Gaúcho como novo treinador da equipe. E, um dos principais objetivos da minha contratação, era harmonizar o ambiente do vestiário. Hoje, a união do elenco é uma das principais forças do time, campeão da Copa do Brasil 2016, e com excelentes campanhas no Brasileiro 2016 (vice-campeão), Libertadores 2017 (classificado para as quartas de final), Copa do Brasil 2017 (semifinalista) e Brasileiro 2017 (atual segundo colocado).
Gostaria de deixar claro também, que o trabalho com a base foi uma sugestão minha, pelo amor que tenho ao Grêmio e pelo prazer em ajudar o clube. Isso tudo, fora do contrato, sem remuneração alguma. A base não era uma obrigação minha. Participava sempre que tinha tempo, por vontade própria, e apresentava projetos. Um deles, aliás, antes da minha demissão, já tinha a assinatura do presidente.
Sempre estive presente aos treinamentos, assistindo de fora do campo, já que das quatro linhas para dentro quem mandava era o Renato, sem a minha intromissão. Assistir aos treinos e jogos e analisa-los era uma das minhas funções.
Nas concentrações também sempre estive presente. Assistia as palestras, vídeos, fazia as refeições com os atletas e ia para as partidas no ônibus, junto com a delegação. Apenas não dormia na concentração.
Nunca tive problema com nenhum profissional do Grêmio, seja ele das categorias de base ou do profissional. Minha relação com o Renato sempre foi, e continua sendo, ótima.
Fui pego de surpresa e saio decepcionado com algumas pessoas. Com o clube, jamais. O Grêmio estará para sempre no meu coração.



