Um grupo de associações e organizações de torcedores, de diferentes partes do mundo, lançou uma petição eletrônica que exige a renúncia de Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), e a realização de reformas profundas dentro da organização.
De acordo com o jornal "L'Équipe", da França, uma aliança internacional de associações de torcedores lançou a petição nesta quinta-feira, por meio do site "Change.org", exigindo a saída de Infantino e uma reestruturação profunda da FIFA.
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O comunicado que acompanhou a petição afirmava: "O futebol pertence àqueles que lotam os estádios, que acompanham seus clubes e suas seleções nacionais tanto nas vitórias quanto nas derrotas, que viajam por países e continentes, que transmitem este esporte de geração em geração e o mantêm vivo todos os dias do ano. E, ainda assim, parece que um único homem acredita ser mais importante do que o próprio futebol".
Entre os signatários da petição estão os grupos "Football Supporters Europe", "Association nationale des supporters" e "Irrésistibles Français", além de organizações e associações de torcedores de diferentes países e continentes.
A petição surge na esteira da polêmica gerada pelo plano "FIFA Forward Enterprise", que tinha como objetivo vender uma parte dos direitos e das receitas da Copa do Mundo a investidores do setor privado, antes de o plano fracassar em seguir adiante.
"Traição"
As organizações de torcedores acusaram a FIFA de elaborar o projeto em sigilo e de ocultá-lo dos membros da entidade e dos torcedores, e descreveram o ocorrido como uma "traição que o futebol jamais esquecerá".
As organizações também consideraram que o projeto de vender uma parte das receitas da Copa do Mundo "representa o mais recente episódio de uma série de decisões e políticas" que, segundo elas, prejudicaram o futebol, citando o que descreveram como o envolvimento secreto de Infantino no projeto da Superliga Europeia, a proposta de realizar a Copa do Mundo a cada dois anos e a política de preços dos ingressos do Mundial de 2026, além do que classificaram como uma cultura de intimidação e concentração de poder nas mãos do presidente da FIFA.
As organizações signatárias exigem a renúncia imediata de Infantino, juntamente com reformas que garantam maior transparência nas grandes decisões e uma participação real das confederações continentais, dos clubes, dos jogadores e dos torcedores na definição do futuro do futebol.
Elas também pedem o estabelecimento de controles sobre as atribuições da administração executiva da FIFA e a garantia de que as receitas do futebol sejam reinvestidas no esporte e em seu desenvolvimento, em vez de destinar parte delas a investidores externos ao sistema do futebol.
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