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imago-sport-1081342539.jpgUlmer/Teamfoto
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Um debate explosivo ganha força: de repente, o plano de Max Eberl no Bayern de Munique começa a balançar

Manuel Neuer sempre rebateu as perguntas críticas sobre suas atuações com uma paixão semelhante à que demonstra ao defender chutes a gol. Poucos profissionais são considerados tão resistentes a críticas quanto o goleiro de 40 anos do Bayern de Munique, e poucos relutam tanto em admitir erros. Basta lembrar sua falha na derrota da Alemanha por 2 a 1 para o Equador na fase de grupos da Copa do Mundo, que, a seus olhos, não foi uma falha de jeito nenhum.

Desta vez, porém, Neuer não teve escolha. No empate por 2 a 2 com o Augsburg, ele perdeu a bola de maneira desastrosa e foi responsável por colocar o time de Munique em desvantagem após apenas oito segundos, no gol mais rápido da história da Bundesliga. "Foi um erro bobo meu", disse Neuer. Ele se isentou de qualquer culpa, porém, no segundo gol sofrido, quando defendeu um chute bastante complicado de Calvin Brackelmann e deixou a bola exatamente nos pés de Rodrigo Ribeiro, autor do gol. Neuer pareceu, no mínimo, infeliz no lance. Ou, em suas próprias palavras: "Sem chance de fazer nada."

Seu erro e meio contra o Augsburg aconteceram, do ponto de vista de Neuer, em um momento extremamente inoportuno. Isso porque deram uma dimensão inteiramente nova ao debate, que já havia surgido, sobre uma possível troca de comando no gol do Bayern de Munique.

Jonas Urbig convenceu em suas duas partidas pela seleção alemã

O estopim foram as boas atuações de Jonas Urbig pela seleção alemã. Embora o jogador de 23 anos seja apenas reserva em Munique, o técnico da seleção, Jürgen Klopp, escalou-o em duas das quatro partidas. Urbig não cometeu erros, não sofreu gols e chegou a fazer uma defesa espetacular no empate por 0 a 0 na Grécia. No geral, deixou uma impressão melhor do que Marc-Andre ter Stegen, titular provisório. Urbig saiu como um dos grandes vencedores desse período de jogos da seleção, reforçou sua condição de futuro número um e se colocou também como opção para o presente.

Antes do jogo contra o Augsburg, o técnico Vincent Kompany foi questionado se isso mudaria a hierarquia no Bayern de Munique. "Fico feliz que ele volte com histórias positivas", respondeu Kompany. "Mas escolhemos um caminho muito claro, com Manu como número um e Jonas como o jovem que está a caminho de, em algum momento, esperamos, também se tornar o número um do Bayern e da Alemanha."

O bom início de temporada de Neuer dava respaldo a essas declarações de Kompany. Nas cinco primeiras partidas desta temporada, Neuer não cometeu erros com consequências graves e chegou a brilhar na vitória por 7 a 0 sobre o Union Berlin, imediatamente antes dos jogos das seleções. Agora, porém, a situação é outra. De repente, não é apenas a ótima fase de Urbig que pesa a favor de uma troca de comando. Há também a falha de Neuer.

Apesar do início de temporada satisfatório, as falhas de Neuer nos últimos meses voltaram imediatamente à memória. A perda de bola desastrosa diante de Arda Güler no duelo com o Real Madrid pela Champions League, em abril, aliás, também após poucos segundos. Os cinco gols sofridos em seis finalizações na derrota por 5 a 4 para o Paris Saint-Germain, na partida seguinte. E, claro, o lance já mencionado no jogo da Copa do Mundo contra o Equador.

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Max Eberl: "Até agora, o plano que temos em mente está funcionando"

Os dirigentes do Bayern tentaram abafar imediatamente o debate que ganhava força em Augsburg. Kompany não está preocupado com Neuer: "Se isso acontece com um goleiro de 20 anos, você, como treinador, tem um pouco de trabalho. Mas Manu tem a mesma idade que eu. Ele sabe como lidar com isso." 

Uli Hoeneß, figura influente do clube, e o presidente Herbert Hainer também manifestaram apoio ao goleiro. Segundo o diretor esportivo Max Eberl, "não há absolutamente nada a discutir" quanto à hierarquia. Ao mesmo tempo, ele destacou: "É extraordinário que Jonas Urbig tenha evoluído dessa forma, que já tenha alcançado essa posição, adquirido essa experiência e disputado esses jogos, apesar de termos conosco um goleiro de classe mundial como Manuel Neuer. Até agora, o plano que temos em mente está funcionando."

Como se sabe, o plano quando Urbig foi contratado, no início de 2025, era que Neuer continuasse titular, mas que Urbig jogasse regularmente. E foi o que aconteceu: 34 partidas até agora, duas delas nesta temporada. No último verão europeu, Neuer voltou a renovar por um ano. Provavelmente será seu último contrato antes de Urbig sucedê-lo. Debates públicos sobre uma inversão antecipada dos papéis, ou até mesmo a concretização dessa mudança, definitivamente não faziam parte do plano de Eberl.

Manuel Neuer desfalca o time contra o Stavanger

Depois da falha de Neuer, porém, muitos torcedores e observadores consideram que chegou a hora dessa mudança. O kicker lançou, logo após o apito final, uma enquete sobre quem deveria estar no gol do Bayern no jogo de terça-feira contra o Viking Stavanger, pela Champions League. Milhares de torcedores participaram, e expressivos 86% escolheram Urbig (dados da manhã de segunda-feira). É de se supor que muitos deles também seriam favoráveis a uma troca definitiva de goleiro.

Pelo histórico da alternância entre os dois goleiros, a partida contra o Stavanger parecia daquelas em que Urbig costuma jogar. "Tenho um pressentimento", disse Neuer em Augsburg, de forma enigmática, ao falar sobre quem começaria jogando na terça-feira. A princípio, Kompany evitou responder a uma pergunta sobre o assunto.

A decisão, caso ainda não a tivesse tomado, acabou saindo das mãos do belga. Como explicou na entrevista coletiva em Stavanger, Neuer "sentiu algo no pé" e, por isso, não poderá participar do último treino nem jogar na terça-feira. Urbig, portanto, ficará no gol.

Segundo o kicker, esse também era o plano original. Por causa do debate provocado pela falha de Neuer, porém, teria havido a possibilidade de escalá-lo mesmo assim, para que pudesse se redimir imediatamente. Isso teria trazido lembranças: em janeiro de 2026, Urbig, curiosamente, também falhou contra o Augsburg. Kompany voltou a escalá-lo no jogo seguinte, contra o PSV Eindhoven, e, dessa vez, ele brilhou.

Uma coisa já é certa, independentemente de todos os debates e ponderações: enquanto Neuer estiver em atividade, Urbig jamais reivindicará publicamente a titularidade. Em vez disso, continuará elogiando o trabalho diário ao lado de Neuer. Declarações desafiadoras ou outras falas que dividam opiniões são tão estranhas a Urbig quanto admitir a culpa é a Neuer.

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