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Tite Brasil Seleção coletiva 09 11 2017

Tite sobre amistoso com a Rússia: "grau de dificuldade alto"

Na véspera do amistoso com a Rússia, marcado para a próxima sexta-feira (23), às 13h (de Brasília), o técnico Tite conversou com a imprensa e analisou o grau da dificuldade de enfrentar o adversário, visando a preparação final para a Copa do Mundo.

"A preparação nossa traz componentes importantes para a Rússia. Primeiro um país-sede, contato com o povo russo, nos aproximarmos do lado humano e saber que o esporte agrega também. Estarmos no clima, não só no frio, mas humano também. Da energia, atmosfera. A qualidade que tem a Rússia, independentemente de vir com linha de 5 ou 4. A Rússia empatou com a Bélgica e a Espanha 3x3, perdeu 1x0 para a Argentina, traz grau de dificuldade alto, independentemente do sistema. Utilizar Coutinho na faixa central do gramado eu gostaria de ter e vai acontecer.", disse.

Após o duelo com a Rússia, o Brasil ainda terá o último amistoso, contra a Alemanha, na próxima terça-feira, às 15h45 (de Brasília), no Olympiastadion, em Berlim. 

Outros pontos da coletiva:

Virtude de capitães: "Eu também não penso no jogo final, penso no próximo passo, fazer da melhor maneira possível. Tenho um pouquinho de inteligência de saber que só posso chegar lá na frente se o próximo passo for bem feito. Consolidando como equipe, meu lastro como técnico remete a essa forma. Alisson diz que é uma honra, paralelamente é uma responsabilidade maior. De disciplina, alto nível técnico, sendo que cada um tem uma virtude. O Renato tem a capacidade de falar em termos táticos com muita fluência, ele tem esse domínio. Casemiro, Fernandinho, e outros. Alguns têm de forma competitiva no comportamento, na forma de ser. Miranda é um. Dani é um. Outros pela história, terem passado por grandes clubes, pressões, técnicos. Meu sentido de passar a capitania é de orgulho, mas de assumir tua responsabilidade também."

Equipe sem Renato Augusto: "É o time que fez o trabalho tático que viram no início, é essa a equipe. Temos atletas de alto nível, e eles competem. Aprendi que técnico de Seleção é diferente de clube. Às vezes um atleta do clube não está bem, aqui a competição é um tom acima. Um está bem e outro está melhor, são de alto nível jogando muito em seus clubes. Assim como Willian saiu em determinado momento porque Coutinho estava arrebentando, agora Willian está arrebentando, volta e traz variação tática com o Coutinho por dentro."

Neymar e Tite Brazil Colombia 0609VANDERLEI ALMEID/AAFP/Getty ImagesFoto: Vanderlei Almeida / Getty Images

Ausência de Neymar: "O Neymar é insubstituível. Pelo alto nível e qualidade que tem, pelo Top 3 que é. O Douglas Costa não vai substituir o Neymar, vai ser Douglas Costa. Temos que assumir responsabilidade de ser forte enquanto equipe. Não posso colocar nas costas do principal atleta, do mais midiático, a solução das coisas. Kaká disse que foi considerado melhor do mundo porque a equipe estava muito bem. O último Bola de Ouro brasileiro, mas fala da força da equipe, é grandeza. Neymar será forte se a equipe for forte. Não gostaríamos que ele tivesse isso, nem ele, nem Filipe Luís, nem Alex Sandro, fora por se machucarem."

Esquema tático: "Na fase ofensiva é 4-3-3, sem abrir mão de ter meio-campo forte, com sempre um dos jogadores porque o futebol passa pela imposição do meio-campo em sua capacidade criativa, lúdica, um jogador vai compor essa posição. Não vai ter teste nenhum. É oportunidade e quem não estiver bem terá seu substituto, mas não premedito nada, e não acredito que se faça assim. É a capacidade de ler o jogo, o que possa ser importante e um atleta que possa contribuir. Não tenho tempo para ver como é um atleta para convocar depois."

Novos convocados: "Sempre ajudando, oportunizando, procuro conversar para se sentirem o mais à vontade possível e conseguirem desenvolver tudo que sabem. Cheguei ao Ismaily e disse que iria exercer a mesma atividade que faz no Shakhtar, com liberdade de criar. Para ele ter naturalidade e apresentar o que pode. A partir daí a gente consegue observar lado emocional, olhar a finalização, nível de concentração. Temos que potencializar esse tempo."

Willian José: "Willian José me traz componente diferente, Talisca também. Até então não tínhamos na Seleção. São características diferentes. Eles emprestam uma forma, uma qualidade diferente da usual. Eles cabeceiam muito. Pegue números de finalizações do Talisca, os gols do Willian José. Traz componente do pivô. Eles te emprestam algumas situações que podem variar, em relação a outros, como Giuliano, Diego, Lucas Lima, e outros mais, que trazem armação. Preciso ter um julgamento final do que vai ser importante para a Seleção, de que forma utilizar, o que vai ser importante. Serve para gerar uma amostragem maior, com características diferentes."

Entradas de Willian e Douglas Costa: "Muda a característica, a mobilidade deles é o mais importante, ganha em profundidade, mas um jogador vai ter essa liberdade de flutuação. Não abrimos mão de os três homens da frente virem compor. São jogadores mais agressivos e verticais, e menos armadores."

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