A Seleção Brasileira realizou o segundo treino em terras londrinas nesta terçca-feira(29), no CT do Tottenham. A atividade contou com a participação de Roberto Firmino, que antecipou a chegada no grupo e Fagner, recuperado de lesão.
Depois do treino, o zagueiro Thiago Silva atendeu a imprensa e falou sobre a concorrência com Miranda e Marquinhos.
"Primeiro que os dois são grandíssimos jogadores, já demonstraram isso. Miranda até mais na sua carreira, Marquinhos por estar iniciando muito bem. A briga é sadia, a competitividade é boa e pode elevar o nível de concentração. A gente procura dar o melhor. Se ele vem citando os três, até mesmo o Geromel em fase extraordinária no Brasil, estão em condições de jogar. Nem sempre quem começa termina, mas pode acontecer uma lesão que não permita um jogador de jogar. Mas ele tem quatro jogadores que podem entrar a qualquer momento e dar conta do recado".
Abaixo confira os principais trechos da entrevista coletiva de Thiago Silva:
Críticas as questões emocionais
"Encaro naturalmente. Sou assim e acho que o mais importante de tudo é que nunca me atrapalhou dentro de campo. Todos os jogos procurei ao máximo estar concentrado para exercer a função da melhor maneira possível. Nem todo mundo pensa igual, todos temos sentimentos. Quando você tem uma perda, uma vontade de conseguir e não consegue naturalmente deixa o emocional chegar. Todo mundo é assim. Lembro que após a Copa tive uma perda muito grande e me deixou muito mal, que foi não ter visitado meu padrasto antes de ir para a Europa. Isso me deixou com uma culpa muito grande porque ele veio a falecer."

As disputas pela titularidade na Seleção
"Todas as posições, se você parar e ver, a disputa é muito grande. Vocês podem observar nos treinamentos que a concorrência é muito grande. De repente em um treinamento em que você não está tão preparado, isso pode dificultar na disputa pela titularidade. Todos fizeram boas temporadas, agora é dar sequência na nossa preparação. Os amistosos são importantíssimos para a gente chegar bem na reta final da preparação".
Busca por títulos após fracasso nas últimas Copas
"Eu acho que cada grupo teve a sua dificuldade. É mais que natural numa Copa ter situações dessa. Quando você não ganha você é chamado de fracassado, mas no futebol tudo pode acontecer e por isso temos que estar preparados para tudo. O que o homem pede de estar mentalmente forte. No jogo contra a Alemanha sofremos fora mas em nnehum momento deixamos de estar fortes mentalmentes, principalmente depois do 7 a 1. Esse resultado que não era esperado por ninguém. Acho que Tite e a comissão prepararam bem o time para ter uma boa atuação. Acho que a gente está bem preparado. Se a gente for olhar esses exemplos, é claro que isso nos motiva a ir para a Copa e ganhá-la".
Pedro Martins / MoWA Press
(Foto: Pedro Martins / MoWa Press / Divulgação)
Pedro Martins / MoWA PressCrise de gasolina no Brasil
"Não digo interferência direta no nosso trabalho porque é uma outra situação. A gente fica triste porque somos brasileiros e temos familiares no BRasil. Num dia de folga antes de vir para Londres, você procura postos para colocar gasolina, meu carro ficou na garagem. A tristeza bate porque somos todos brasileiros e queremos um Brasil melhor. Não afeta diretamente a seleção mas nos dá motivação para nos preparar da melhor maneira possível e tentar levar essa Copa para o Brasil para dar um pouco mais de alegria para o povo".
Volta a Rússia após trauma
"O momento para mim de muita felicidade pode me sentir no auge da minha carreira, uma temporada que fiz muito boa. Retornar para mim é tristeza e felicidade ao mesmo tempo por tudo o que passei em 2005. O Ivo foi meu anjo da guarda no país por não permitir uma cirurgia no pulmão. Já tive a possibiidade de disputar um amitoso lá, mas disputar uma Copa certamente vai ser um sentimento diferente para mim. Espero que possa voltar à Rússia e ser campeão lá."
Preparação em Londres:
"Para mim é sempre bom jogar em casa com a torcida como foi em 2014. Claro que não gostaríamos que terminasse como foi. Em todas as cidades eram uma festa incrível. A gente não deixava isso nos distrair, mas era lindo de ver. Infelizmente o resultado final não foi da maneira como gostaríamos, mas se você me perguntasse se eu gostaria de jogar de novo uma Copa em casa, claro que gostaria".
MoWa Press
(Foto: Pedro Martins / MoWa Press / Divulgação)
MoWa PressRecuperação de Neymar
"Eu converso com ele, é mais que natural. A gente está no dia a dia juntos. Ele ficou muito tempo no Brasil após a cirurgia, mas acho que está com a cabeça tranquila, fazendo bons treinamentos. Claro que não está no nível do grupo por ter ficado três meses parado, mas é um moleque inteligente e sabe o que quer. O que procuro passar é que sempre após uma situação difícil na sequência vêm as coisas boas. Essa fase não vai durar para sempre. O que passo é que esteja preparado. Como tive muitas lesões sei como é difícil voltar após um período longo. Mas ele está super tranquilo se preparando para estreia."

