A seleção holandesa viu contra a Grécia um empate muito controverso de Denzel Dumfries ser anulado. O árbitro Marco Guida, após intervenção do VAR Daniele Chiffi, invalidou o 2 a 2 por impedimento, mas o gol deveria ter sido validado de acordo com as regras da IFAB.
A situação surgiu após um lançamento longo de Joey Veerman. Dumfries cabeceou a bola da segunda trave em direção ao gol. Ali estava Mexx Meerdink, que tocou levemente na bola. Naquele momento, Dumfries estava em posição de impedimento, mas a bola acabou chegando ao defensor grego Panagiotis Retsos.
Retsos dominou conscientemente a bola quicando para o lado e tentou driblar Dumfries. O internacional holandês percebeu a jogada, interceptou e finalizou de perto para marcar.
Justamente essa ação consciente de Retsos é, segundo a regra 11 da IFAB, decisiva. Uma posição anterior de impedimento deixa de valer quando um adversário joga a bola deliberadamente, desde que não se trate de uma defesa deliberada.
A IFAB fala, nesse caso, em ‘deliberate play’. Um defensor não precisa controlar a bola perfeitamente: até um domínio, passe ou ação defensiva mal executados podem ser considerados uma ação deliberada de jogo.
Critérios importantes incluem, entre outros, se o defensor tem visão da bola, tempo para reagir e consegue posicionar o corpo. No caso de Retsos, a bola quicou facilmente à frente dos seus pés e ele fez conscientemente a escolha de dominá-la com a parte interna do pé.
Com isso, a jogada parece muito com os exemplos dados pela própria IFAB. Se um defensor joga a bola deliberadamente e depois a perde para um atacante que antes estava em impedimento, em princípio o jogo deve seguir.
O árbitro italiano Guida foi chamado por seu compatriota Daniele Chiffi (o VAR) até a lateral e, após rever as imagens, anulou o gol por impedimento.





