Durante a semana, os jogadores do Palmeiras repetiram diversas vezes que o clube está na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Mas se realmente quiser se manter nesta disputa, o Verdão precisa ajustar o sistema defensivo, que é um dos piores entre as melhores equipes da competição. O time até consegue compensar isso com o segundo melhor ataque da competição, com 34 gols feitos, mas é preciso mais do que isso.
No total o Palmeiras levou 26 gols em 23 duelos disputados até agora. Entre os sete primeiros colocados do Brasileiro, nenhum levou mais gols. Nas últimas seis partidas todas equipes adversárias superaram a meta do Verdão.
Uma grande dificuldade do momento é substituir Yerry Mina, que se lesionou e ficará fora do time até o final de novembro. O técnico Cuca apostou em Luan, que foi mal nas partidas recentes. No próximo desafio, contra o Coritiba, nesta segunda-feira (18), ele está suspenso. Então Juninho jogará e poderá mostrar quem é o substituto ideal para Mina.
Mas é claro que o problema não é só a dupla de zaga, pois a defesa já estava mostrando problemas durante o primeiro turno do campeonato. As laterais, por exemplo, nunca foram ajustadas. Tudo indica que agora Mayke e Egídio terão continuidade, mas ambos mostraram desempenhos irregulares. Não passam confiança para a torcida.
DivulgaçãoCuca considera que Egídio é o melhor lateral esquerdo do elenco (Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)
Outro problema é a cabeça de área. Cuca alternou bastante entre Thiago Santos e Bruno Henrique nos últimos meses, mas agora faz outra aposta: no jogo contra o Atlético-MG ele escalou Jean, que deve ser mantido. Pode ser uma solução tanto para a marcação quanto para a saída de bola no meio-campo.
O que Cuca também precisa ajustar é a intensidade dos jogadores. Afinal ele quer manter o sistema de marcação individual, que exige muita entrega dos atletas. Eles precisam acompanhar os adversários até o final e sempre tentar bloquear passes. Isso funcionou muito bem em 2016, mas virou um dos pesadelos do time em 2017. Não basta apenas trocar os nomes se isso não for acertado.
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