O Santos terá que pagar mais de R$ 20 milhões a Zé Rafael pela rescisão antecipada do contrato entre as partes. Os detalhes do acordo foram apresentados durante uma reunião do Conselho Deliberativo do clube na última segunda-feira (14), conforme noticiou o Diário do Peixe. O clube praiano se comprometeu a pagar o valor em 48 parcelas de R$ 420 mil, que totalizam R$ 20,16 milhões, em um compromisso que se estenderá pelos próximos quatro anos.
Zé Rafael encerrou sua passagem pelo Santos no fim de julho, depois de não entrar nos planos do técnico Cuca para a sequência da temporada. O contrato original do meio-campista era válido até dezembro de 2027, mas as partes chegaram a um acordo para antecipar o fim do vínculo. Além da indenização pela rescisão, o Santos assumiu pendências financeiras com o jogador, incluindo valores atrasados referentes aos direitos de imagem. A rescisão foi registrada no BID da CBF no dia 3 de agosto.
Contratado em fevereiro de 2025 após deixar o Palmeiras, Zé Rafael disputou 40 partidas pelo Santos, marcou dois gols e deu uma assistência. A passagem foi marcada por problemas físicos e oscilações de desempenho. Após a saída da Vila Belmiro, o volante acertou com o Alverca, de Portugal, onde foi apresentado recentemente.
A apresentação no clube português, porém, acabou gerando uma polêmica nas redes sociais. Torcedores santistas invadiram a publicação do Alverca para criticar Zé Rafael e questionar sua passagem pelo Santos. O jogador respondeu às cobranças e afirmou: "O que eu podia fazer? Treinar era ao meu alcance, e segui à risca meu compromisso. Meu contrato de trabalho eu segui, não posso dizer o mesmo do clube. Mesmo sem receber por vários e vários meses, aliás fui EU que resolvi sair. Mas pode ter certeza que vou passar bem longe desse lugar sem sentir saudade alguma".
Em outro comentário, acusado por um torcedor que Zé Rafael "tomou o dinheiro do Peixe", o jogador respondeu: "Como? Não me pagaram quase nada".
O acordo firmado entre Santos e Zé Rafael também terá impacto direto nas próximas administrações do clube. Das 48 parcelas previstas, cinco serão pagas ainda durante o mandato de Marcelo Teixeira, até o fim de 2026. Depois, outras 36 ficarão sob responsabilidade da gestão que comandará o Santos entre 2027 e 2029, enquanto as sete últimas parcelas serão pagas pela administração que ficará à frente do clube de 2030 a 2032.



