O Santos entra na reta final do Campeonato Brasileiro com dois objetivos em jogo: garantir uma vaga na próxima edição da Copa Libertadores e encontrar caminhos para aliviar sua situação financeira. Em oitavo lugar, com 47 pontos, o Peixe encara o Red Bull Bragantino, fora de casa, em um confronto direto que pode aproximá-lo do grupo de classificação para o torneio continental. Para a partida, porém, Cuca não poderá contar com Neymar.
A ausência do camisa 10 não está relacionada a problemas físicos ou a uma escolha técnica. O atacante cumpre suspensão após ser advertido com o terceiro cartão amarelo e, posteriormente, expulso no empate por 1 a 1 com o Bahia, pela 32ª rodada do Brasileirão, depois de um desentendimento com Rodrigo Nestor.
Além da suspensão automática, Neymar recebeu dois jogos de gancho do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Com isso, ficou fora dos compromissos contra Palmeiras e Bragantino e, inicialmente, também não poderá enfrentar o Coritiba. O Santos recorreu da decisão, com julgamento previsto para quinta-feira (5), mas não solicitou efeito suspensivo para liberar o jogador diante do Massa Bruta, já que ele ainda precisa cumprir a suspensão automática. Caso a punição seja mantida, o atacante só voltará a atuar em 22 de novembro, contra o Grêmio.
Mesmo sem sua principal estrela, o Peixe sabe que uma classificação à Libertadores pode representar muito mais do que um objetivo esportivo. Em meio a uma crise financeira e às vésperas de uma eleição presidencial, o clube busca novas fontes de receita para fortalecer o caixa na temporada de 2027.
A premiação da Conmebol aparece como um dos principais atrativos. Pelos valores praticados em 2026, cada participante recebe US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,4 milhões) pela presença na fase de grupos, além de US$ 340 mil (aproximadamente R$ 1,75 milhão) por vitória nessa etapa. Os valores ainda podem aumentar conforme o avanço nas fases eliminatórias.
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A presença no principal torneio de clubes da América do Sul também pode fortalecer o Santos no mercado comercial. Com a exposição internacional, o clube teria mais argumentos para negociar contratos de patrocínio e buscar acordos com valores superiores aos atuais.
Outra possibilidade de ampliar a arrecadação está na bilheteria. Segundo a ESPN, o Peixe estuda mandar mais partidas na cidade de São Paulo, onde a capacidade dos estádios permite receitas maiores do que as obtidas na Vila Belmiro. A eventual participação na Libertadores poderia favorecer essa estratégia, com jogos de maior apelo e potencial de público na capital.
Assim, a reta final do Brasileirão ganhou peso especial para o Santos. Além de buscar uma vaga continental sem Neymar em campo, o clube vê na classificação uma oportunidade de aumentar suas receitas, fortalecer sua posição comercial e começar 2027 com mais fôlego financeiro.




