O Grêmio voltou a vencer no Campeonato Brasileiro e deixou a zona de rebaixamento. Com o triunfo por 2 a 0 sobre o Athletico-PR, na Arena, o Tricolor Gaúcho chegou à segunda vitória consecutiva, alcançou os 37 pontos e ultrapassou o Mirassol, abrindo ainda dois de vantagem sobre o Internacional. Após a partida, Renato exaltou a transformação da equipe desde sua chegada e destacou o trabalho para recuperar a confiança dos jogadores.
O treinador voltou a falar sobre as dificuldades que encontrou ao assumir o comando do clube e rebateu as cobranças recebidas nos primeiros jogos. Para ilustrar o cenário, recorreu novamente à metáfora dos pneus, afirmando que precisou fazer ajustes profundos enquanto o time seguia em campo.
"Quando eu cheguei estava todo mundo dando o Grêmio como rebaixado. Os resultados não vieram, vieram as críticas. Desde que eu cheguei, não estava trocando um pneu com o carro andando, estava trocando os quatro. Queriam criticar, não tive um mês de trabalho, de tempo para ajustar. Não vou entrar em detalhes, mas vocês não imaginam como peguei o clube. Além de ter que corrigir um milhão de coisas, tinha que levantar o moral desse grupo", explicou Renato.
O técnico também ressaltou o impacto psicológico da situação sobre o elenco e afirmou que uma das prioridades foi resgatar a confiança dos atletas. Segundo ele, os jogadores reconheceram sua disposição para assumir a responsabilidade pelo momento do Grêmio.
"Eles (jogadores) me agradeceram muito por ter vindo, porque sabiam que eu ia dar a cara para bater por eles. Tive que, acima de tudo, trabalhar muito a cabeça deles, porque psicologicamente estavam no fundo do poço. Confiança? Zero. Com pouco tempo e jogos contra adversários poderosos, os resultados não vieram, vieram as críticas. Queriam o quê? Que eu chegasse aqui da noite para o dia com a varinha mágica. Futebol não é assim não. Troquei os quatro pneus, o carro andando e sem estepe", acrescentou.
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A vitória sobre o Athletico-PR foi a segunda de Renato Gaúcho em sete partidas à frente da equipe, justamente a segunda consecutiva. O treinador, que havia cobrado mais entrega dos jogadores em sua chegada, avaliou que o grupo já assimilou melhor suas orientações e destacou a evolução dentro de campo.
"Apesar do pouco tempo que tivemos, era necessário se entregar em todos os sentidos, parte física, técnica e tática. Hoje os jogadores sabem o que deve ser feito dentro do campo, eu vejo o time do Grêmio correndo, se dedicando, se entregando durante os 90 minutos."
Com a equipe fora do Z-4, Renato também recuperou o tom descontraído nas entrevistas e voltou a demonstrar confiança no próprio trabalho. Ao comentar a mudança de cenário em pouco tempo, o comandante não perdeu a oportunidade de se elogiar.
"Eu sou muito bom, sou, confio demais no meu trabalho e nas pessoas que trabalham comigo, os números não mentem, ninguém queria pegar o Grêmio nessa situação, em pouco tempo olha o que aconteceu, será que foi por acaso? Não sei, acho que respondi sua pergunta, mas eu sou muito bom", respondeu o treinador.
Agora, o Grêmio volta as atenções para a Copa do Brasil. Renato garantiu que o clube não abrirá mão da competição e já prepara a equipe para o duelo de ida das semifinais contra o Atlético-MG, neste domingo, às 18h30 (de Brasília), na Arena.




