O Barcelona soube se reinventar depois da saída de Neymar. Os culés contrataram Ousmane Dembélé como herdeiro natural do brasileiro, e já contavam com Gerard Deulofeu como opção. No entanto, nenhum deles cumpriu como que se esperava e o treinador Ernesto Valverde encontrou uma outra solução.
Dembélé passou boa parte da temporada lesionado, e após um breve retorno voltou a sofrer com as questões físicas. Deulofeu não aparece como titular nas escalações há tempos, e nem mesmo a experimentação de colocar Aleix Vidal na ponta-esquerda deu certo na avaliação de Valverde. Solução? Escalar o Barça em um 4-4-2, com Messi e Suárez no ataque... e Paulinho total liberdade no meio.
Consequência: o Barcelona ganhou em flexibilidade, já que tem um meio-campo mais povoado e sofre menos com os contra-ataques. Isso liberou os laterais para o ataque, com especial relevância para Jordi Alba, líder de assistências da equipe, e fez de Paulinho um dos artilheiros do time, com oito gols.
Getty ImagesDembélé, atrapalhado por lesões (Foto: Getty Images)
Apenas Messi e Suárez estufaram mais as redes do que o brasileiro, que já igualou a sua melhor marca goleadora em toda a carreira. Sem um substituto para a mesma faixa de campo na qual atuava Neymar, a entrada de Paulinho e o 4-4-2 ajudaram a equipe a obter a regularidade necessária para encaminhar o título espanhol... e concorrer por todos os maiores troféus.

